Sanepar estuda antecipar reajuste da tarifa de água

Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba


O presidente da Companhia de Abastecimento do Paraná (Sanepar), Claudio Stabile, afirmou nesta terça-feira (6) que a empresa estuda antecipar o reajuste da tarifa da água. De acordo com ele, essa reprogramação pode beneficiar os consumidores.

A afirmação foi dada durante o Paraná Day, um evento voltado a investidores do estado. O presidente da Sanepar esclareceu que a ideia é fazer com que o aumento de 25,63%, definido pela Agência Reguladora do Paraná (Agepar), e que seria aplicado até 2025, seja aplicado em dois ou três anos.

“Nós estamos estudando, temos alguns cenários, apresentaremos para a Agepar e ela entenderá qual é o melhor cenário. Entendendo isso como um incidência na tarifa que, em última análise, quem paga é o contribuinte, a população”, disse. “O que temos certeza é que qualquer antecipação que seja feita será benéfica”, garante.

O presidente da Sanepar afirmou ainda que a proposta será apresentada para a Agepar até março deste ano e a previsão é de que o valor do reajuste comece a ser praticado até maio de 2019.

No entanto, ele ressaltou que ainda não se sabe qual a porcentagem de reajuste será praticada no mercado. “Nós temos um prazo de, até março, apresentar isso para a Agepar. O reajuste deve ter publicidade em abril e deve ser aplicado em maio”.

Claudio Stábile ainda afirmou que a Sanepar projeta mais de sete bilhões de investimentos entre 2019 e 2023 e negou que a empresa tenha algum plano de privatização para os próximos anos. Durante o evento, o presidente da empresa também destacou que, hoje, o objetivo da estatal é buscar o equilíbrio entre o que a sociedade e os investidores necessitam.

“Nós buscamos o Estado necessário. É um Estado que vem quando é chamado, que vem com força, e atenda principalmente a população, mas não cria dificuldades para o empreendedor”, disse.

O aumento de 25,63%, escalonado em oito anos, foi definido pela Agepar em 2017. A justificativa para o reajuste é a defasagem provocada pelo congelamento da tarifa de água, realizado entre 2005 e 2010. À época, durante a gestão de Roberto Requião (MDB), o argumento era de que o congelamento beneficiava os consumidores, especialmente os de renda mais baixa.

Previous ArticleNext Article