Governo estuda cancelar horário de verão neste ano

Fernando Garcel


O horário de verão, previsto para começar no dia 15 de outubro, pode estar com os dias contatos. O governo federal avalia um estudo do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) que aponta algumas mudanças no perfil de consumo de energia elétrica nos últimos anos que trouxe poucos resultados de economia e redução da demanda de energia elétrica.

Horário de verão gerou economia de R$ 159 milhões

Segundo os estudos da ONS, o horário de pico de consumo deixou de ser o período da noite e passou a ser o início da tarde. Isso porque é quando existe um número maior de aparelhos, como ar condicionados, está em funcionamento.

A alteração nos relógios existe desde 1931 e ocorre sempre entre outubro e fevereiro no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal. A medida tem o objetivo de distribuir melhor a energia elétrica e reduzir custos operacionais das operadoras do sistema. Com mais claridade, a iluminação pública e o uso de aparelhos que consomem mais energia, como chuveiros, são usados mais tarde o que diminui o pico da demanda do sistema.

No última verão, a mudança possibilitou uma economia de R$ 159,5 milhões, decorrentes da redução do acionamento de usinas térmicas durante o período de vigência da medida. O valor economizado ficou abaixo do ano anterior, quando o país poupou R$ 162 milhões.

 

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