Inteligência artificial promete inovação nos processos do mercado financeiro

Vinicius Cordeiro

O IAN (Inteligência Artificial Neoconsig) tem tudo para virar a nova sensação do mercado financeiro. Desenvolvido pela Neoconsig, empresa de tecnologia fundada em Curitiba há nove anos, a nova inteligência artificial tem como missão transformar todo o processo conhecido nos bancos, seguros e correspondente bancários.

A nova tecnologia funciona, na verdade, como uma inteligência ampliada, capaz de fazer interpretações das intenções dos clientes e previsões de mercado por meio da união de três tecnologias: computação cognitiva, machine learning e interface conversacional.

Isto é, o IAN pode identificar e antecipar tendências com base nas análises feitas dos clientes.

“É inovação. O que o IAN faz é convergir todo uma problemática de venda e de produtos para uma aceitação mais fácil. Você não vai ter pessoas sendo incomodadas. É um mecanismo simples para que você atenda de forma melhor aos seus clientes”, resume Fernando Weigert, presidente da Neoconsig.

Segundo com o executivo, o IAN se propõe a estabelecer um processo diferenciado, com um volume de negócios maior e o custo reduzido, tanto para as empresas que contarem com a inteligência quanto para os seus clientes.

DIFERENCIAIS

Para Jacsson Fressato, um dos desenvolvedores da tecnologia, os principais valores que o IAN traz são velocidade e quantidade dentro da precisão e exatidão dos dados e informações.

“Ele traz uma oportunidade de grande volume com alta velocidade, o que nenhuma tecnologia deles faz com a acuracidade que o IAN pode fazer. Essa é a grande sacada”, conta.

Apesar de nunca ter tido muito contato com o mercado financeiro, Fressatto destaca que sua nova criação entra para atender a alta exigência dessa área.

“O nível de exigência é alto. Qualquer coisa que vá surgir, tem que trazer um valor agregado muito grande. Não estamos falando de uma tecnologia que só vai vender dinheiro, serviços de créditos ou serviços financeiros. É uma tecnologia que vai interagir e aprender com as pessoas, impactando a vida delas”, afirma.

Além de humanizar o atendimento, o IAN é capaz de ser personalizado de acordo com a marca.

“O IAN pode mudar de voz, de texto, o que ele precisar mudar para o negócio dele. Toda a roupagem é do cliente. A personalidade é da marca”, revela.

IAN x URA x chatbot

Vale ressaltar que o IAN está à frente de sistemas operacionais utilizados atualmente. A Unidade de Resposta Audível (URA) é um serviço telefônico que permite fornecer informações aos clientes sem ter um atendente. Já o chatbot é uma tecnologia de conversação com um robô por textos e com memória, também usado para sanar dúvidas e dar informações.

“A URA é estática. Ela grava a conversa toda, mas não aprende nada e não tem interação nenhuma. O chatbot é uma conversação, mas por texto. A principal diferença do IAN é o processo conversacional por voz. Então estamos falando de um voicebot, que, além da memória convencional de um chatbot, tem a memória agregada de inteligência artificial”, finaliza Fressatto.

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