A interferência da política nas Commodities

Pedro Ribeiro


 

Apesar da alta experimentada no último dia 27 das commodities, fundamental para a busca do superavit, ainda não foi o suficiente para manter a Bolsa Brasileira de Valores em patamares consistentes, sendo que foi uma irritante e insegura oscilação durante todo o pregão. A observação é do economista Carlos Augusto Ferreira ao avaliar a interferência da política nas commodities.
Segundo diz, as dúvidas acerca dos rumos do governo Michel Temer se acirraram depois que a Procuradoria Geral da República apresentou, no último dia 26, denúncia contra o presidente por corrupção passiva no caso relacionado à delação premiada do empresário da JBS, Joesley Batista.
Assim, argumenta, aumentou a sensação de risco no país, piorando os ânimos dos investidores em um momento em que o ambiente de negócios já está debilitado. O índice de confiança da construção subiu 0,2% em junho, mas o do comércio despencou 2,9 pontos percentuais neste mês, segundo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas.
As fortes altas do petróleo e do minério de ferro no mercado internacional favorecem as ações do setor de matérias primas, dentre elas Petrobras e Vale do Rio Doce.
Os demais indicadores seguem contaminados pelo pessimismo das denúncias, com dólar e juros futuros em alta. O grande receio é de que a disputa forte entre Planalto e a Procuradoria Geral da República possa adiar em muito a tramitação das reformas, em especial as da Previdência. Logo, quanto mais adentrarmos com essas indecisões no segundo semestre, mais o mercado entende que estamos caminhando para o ano eleitoral de 2018, o que estreita as janelas de oportunidades para as reformas  e ajustes fiscais necessários à pavimentação da recuperação econômica do país.
Em resumo, diz Carlos Augusto, quanto maior a demora, mais danos para os brasileiros e para o país. As discussões políticas intermináveis e as quedas de braço vão deixando suas vítimas econômicas, e o país perde a oportunidade de um potencial novo ciclo da commodities. Até quando interferência política prevalecerá sobre o bem maior de nosso país e de nosso povo? Esta resposta pertence a você leitor, cidadão e eleitor.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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