Agroindústria é exemplo de 4.0 no Brasil, dizem empresários

Plantao Agronegocio


Repórter Andreza Rossini

Empresários ligados à Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná) afirmaram em reunião com a imprensa que, no Brasil, o principal exemplo da Indústria 4.0 – também conhecida como a Quarta Revolução Industrial – é o agronegócio.

“O Brasil só não é competitivo mundialmente porque quando saí da fazenda as coisas não funcionam”, afirmou o presidente da Câmara, Andreas Hoffrichter. Ele citou exemplos das automatizações utilizadas no campo, como tratores semeadores que são monitorados via satélite e funcionam sem motoristas e drones que monitoram o clima.

Segundo o empresário, problemas como estradas ruins e falta de locais para estocar a safra são problemas que afetam diretamente a área.

Hans Schorer, sócio-administrador da Termaqua e consultor do Centro Internacional de Tecnologia de Software também pontuou que o setor é o que se desenvolve melhor no Brasil. “São investimentos assertivos, sabem usar todas as virtudes da tecnologia no que já existe”.

Indústria 4.0

O tema será discutido com empresários no Brasil com maior foco em 2018, de acordo com Hoffrichter. “Drones, máquinas autônomas, inovações tecnológicas, acesso a dados do mundo inteiro em tempo real, a internet das coisas”, citou o presidente como exemplos da Quarta Revolução Industrial.

O modelo permite que as empresas de customizem para os clientes e pode entrar na realidade de empresas médias.

Expectativas para 2018

A expectativa da Câmara é que o Crescimento Real do PIB alcance 2,5% em 2018, com 16% de investimentos. A inflação deve ficar em 4,5%. A Taxa de juros Selic em 8,00% e a dívida líquida do setor público em 57,6%, no próximo ano:

–       Crescimento Real do PIB 0,5% (2017) e 2,5% (2018)

–       Investimentos (% do PIB) 15,5% (2017) e 16,0% (2018)

–       Inflação IPCA 3,0% (2017) e 4,5% (2018)

–       Taxa de juros Selic fim de período 7,00% (2017) e 8,00 (2018)

–       Dívida líquida do setor público (% do PIB)  53% (2017) e 57,6% (2018)

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