Após reunião do Copom, dólar abre o dia estável

Mariana Ohde


Pela oitava vez seguida, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve, nesta quarta-feira (20), a taxa Selic em 14,25% ao ano. Os juros básicos estão nesse nível desde o fim de julho do ano passado. Com a decisão do Copom, a taxa se mantém no mesmo percentual de outubro de 2006. Com um cenário interno mais estável, o mercado brasileiro agora aguarda as novidades do exterior.

Saiba mais no boletim de abertura de mercado desta quinta-feira (21), com o superintendente regional da câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Corrêa:

Na contramão do exterior, onde a maioria das moedas emergentes desvalorizou ante o dólar ontem, aqui, a divisa norte-americana perdeu para o real. As expectativas melhores sobre a economia brasileira para o segundo semestre de 2016 e o ano de 2017, divulgadas pelo FMI e pelo Instituto internacional de Finanças, fizeram o preço no mercado de câmbio doméstico. À tarde, a cotação da moeda dos EUA exibiu pouca volatilidade, com os agentes domésticos aguardando o comunicado do Banco Central após a decisão da política monetária do COPOM. Ao final da sessão, o dólar fechou cotado em R$ 3,2473, recuo de 0,30%.

Hoje, tem a decisão da política monetária do Banco Central Europeu e, em seguida, a entrevista do seu presidente, Mario Draghi. As apostas são de manutenção dos juros. A expectativa maior recai sobre a fala de Draghi, que pode dar pistas sobre novos estímulos para setembro, na investida contra a desaceleração global após a saída do Reino Unidos da União Europeia no mês passado. No aguardo da decisão, as principais bolsas europeias e futuros americanos operam em leve queda, com viés de proteção e cautela. O preço do barril de petróleo tem leve queda e o dólar exibe direções divergentes ante as moedas fortes e emergentes.

Internamente, como esperado, o COPOM manteve a taxa SELIC inalterada em 14,25%. A novidade da gestão de Ilan Goldfajn foi o comunicado mais extenso e detalhado, trazendo até a estimativa para inflação de 2017 e indicando que não há espaço para corte de juros no curto prazo. No mercado de câmbio doméstico, o dólar deve abrir estável, com viés de alta, em linha com o comportamento da divisa no exterior, até a divulgação da política monetária do BCE e da entrevista do seu presidente, Mario Draghi.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal
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