Arrecadação do Paraná cai R$ 1,15 bi em 2020; número é 3,4% inferior ao ano anterior

Redação

Arrecadação do Paraná cai R$ 1,15 bi em 2020; número é 3,4% inferior ao ano anterior

Em 2020, o Paraná fechou com queda de R$ 1,15 bilhão na arrecadação de ICMS. É o que indica o Boletim Conjuntural Covid-19, elaborado pelas secretarias da Fazenda e do Planejamento e Projetos Estruturantes.

Os números revelam que o montante arrecadado foi 3,4% inferior a 2019, totalizando R$ 32,6 bilhões. A queda, porém, é inferior à prevista inicialmente: -6%.

ARRECADAÇÃO DE ICMS NO PARANÁ EM 2020

Setores de combustíveis e energia foram os que apresentaram as maiores quedas, com resultados negativos de R$ 648,6 milhões e R$ 426,6 milhões, respectivamente.

No setor de combustíveis, o volume de vendas (litros de combustível) manteve-se estável para a gasolina na comparação 2019 x 2020. Já o diesel apresentou pequena elevação no consumo (4%). Por fim, o etanol registrou queda de 25% nas vendas no ano passado.

A relação de preço entre gasolina e etanol favoreceu a escolha da gasolina e resultou em impacto positivo para a arrecadação, pois a gasolina é sujeita à alíquota de 29%, enquanto o etanol à de 18%.

Embora os setores com maior participação no ICMS (combustíveis, energia, bebidas, automotivo e telecomunicações) tenham apresentado queda, eles ajudaram o Estado a obter um saldo positivo, com aumento de aproximadamente 15.000 estabelecimentos contribuintes do ICMS em atividade no Paraná.

O comércio atacadista, que representa 20% do bolo arrecadatório, fechou o ano com alta de 5,2% na arrecadação, enquanto o comércio varejista teve um incremento de 10,1%.

Os setores que mais sentiram a crise foram restaurantes e lanchonetes, com queda de -32%; calçados (-27%); vestuário (-21%); veículos novos (-13%); cama, mesa e banho (-6%); e cosméticos e perfumes (-2%).

SEGMENTOS EM ALTA

Em relação às vendas, 54% das empresas registraram queda em 2020, enquanto 41% das empresas tiveram alta. No que tange ao comércio varejista, quatro segmentos analisados fecharam o ano com crescimento nas vendas:

  • informática e telefonia (5%);
  • farmácias (7%);
  • hipermercados e supermercados (11%);
  • material de construção e ferragens (13%);

O principal destaque na arrecadação de ICMS de 2020 no Paraná foi o setor de áudio, vídeo e eletrodomésticos, com crescimento de 24%. Segundo o Boletim, este aumento não deve se sustentar no médio e longo prazo, tendo em vista a durabilidade dos bens em questão.

Além disso, a análise dos dados mostra um aumento de vendas a partir de plataformas online, favorecendo aqueles setores que puderam se adaptar mais rapidamente à nova realidade. Nos segmentos de eletroeletrônicos, informática, telefonia e comunicação e áudio e vídeo, as vendas mensais online superam as vendas presenciais.

EXPORTAÇÃO IMPULSIONOU O AGRONEGÓCIO

Já no recorte de vendas totais por produto (que incluem as negociações de mercadorias entre empresas ao longo da cadeia produtiva e as exportações), 18 grupos registraram altas em 2020, contra apenas nove setores com quedas.

No acumulado do ano, as maiores altas estão relacionadas ao agronegócio, com destaque para as vendas externas, cujos resultados foram influenciados pela alta da cotação do dólar.

Destaques para cereais, farinhas, sementes, chás e café (variação de 29%); frutas, verduras e raízes (24%); produtos químicos (23%), carnes, peixes e frutos do mar (22%); fibras, fios e tecidos (21%) e laticínios (20%).

Já maiores baixas de 2020 concentram-se nos segmentos de automóveis (-21%), caminhões e ônibus (-20%), vestuário (-20%), notebooks (-14%), tratores (-11%) e produtos de limpeza (-6%).

CONSUMO REGIONAL REGISTROU CRESCIMENTO EM DEZEMBRO

O ICR (Índice de Consumo Regional), elaborado pelo Ipardes a partir das emissões da Nota Fiscal de Consumidor, especificamente no âmbito das atividades comerciais, registrou crescimento de 11,11% no Paraná em dezembro comparativamente a novembro.

Refletindo a natural expansão do consumo com as festividades de final de ano, todas as seis Regiões Intermediárias do Paraná apresentaram elevação do ICR, com destaque para as territorialidades de Londrina, Guarapuava e Ponta Grossa, cujas altas suplantaram 16%.

No outro extremo, o ICR da Região Intermediária de Cascavel subiu apenas 0,43%, no confronto com novembro, sendo superado pelos resultados das espacialidades de Curitiba (12,44%) e Maringá (11,88%).

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