Brasil quer chegar a 10% do agronegócio mundial

Mariana Ohde

Isabella Mariana - Fly me to nowhere

O Brasil deve aumentar sua participação no agronegócio mundial de 7% para 10% nos próximos anos. É a previsão do ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) , que participou, na terça-feira (9), do seminário Correio Debate e Força do Agronegócio e o Distrito Federal, promovido pelo Correio Braziliense.

Segundo o ministro, governo e empresários estão empenhados em retomar fatias de mercado perdidas após a deflagração da Operação Carne Fraca, em março. “De 80 países que questionaram o governo federal acerca da qualidade da carne brasileira, 70 retomaram o comércio”, afirmou.

Alguns mercados retomaram as negociações com regras mais rigorosas de fiscalização, segundo o ministro. Mas isso não é problema, considerou. “O aumento de exigências internacionais é positivo, uma vez que nosso sistema é forte, robusto e os padrões brasileiros estão dentro das conformidades mundiais”.

Maggi aproveitou para enfatizar o respeito a regras ambientais estabelecidas na legislação brasileira por parte dos produtores rurais.“Estamos conseguindo aumentar a produção agrícola sem promover novos desmatamentos”.

Foco na Ásia

E enfatizou a importância de ampliar o leque de produtos destinados à exportação. “Somos grandes exportadores, com poucas ofertas. Nosso país possui 12 produtos que equivalem a 88% de toda a pauta de exportações”.

Com o propósito de ocupar cada vez mais espaço no mercado internacional, o governo brasileiro está mirando, especialmente crescer na Ásia. “Previsões apontam que, em 2050 o planeta terá população em torno de nove bilhões de pessoas, sendo que 51% concentrados no continente asiático”.

Em relação ao Distrito Federal, Blairo Maggi disse que apesar de ser um território pequeno, a região se destaca com uma pauta diversificada de produtos, o que é muito interessante.

Complexo de soja

52,5% das exportações brasileiras, em abril, são referentes ao complexo da soja – grãos, farelo e óleo. Os dados são da balança comercial do agronegócio divulgada nesta quarta-feira (10) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

As exportações do complexo soja cresceram 12,6% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a US$ 4,55 bilhões. A soja em grãos chegou a 10,43 milhões de toneladas, um crescimento de 3,4% e um montante de US$ 3,95 bilhões, 11,8% a mais do que no período anterior. AO preço médio subiu 8,1%, passando de US$ 350 para US$ 378 por tonelada.

O farelo de soja chegou a 1,33 milhão de toneladas embarcadas, uma queda de 7,2%. Foram US$ 470,11 milhões, um crescimento de 4%, já que o preço médio no período foi de US$ 354 por tonelada, crescimento de 12%.

As vendas externas de óleo de soja cresceram 124,5%, chegando a US$ 134,10 milhões, com alta no preço médio do produto de 8,2% e na quantidade comercializada de 107,6% –  foram 181,34 mil toneladas.

Outros produtos

As carnes – bovina, suína e aves – tiveram uma queda de 22,1%, que acabou compensada pelo aumento do preço médio de 15,8%, em abril. As exportações totalizaram US$ 1,08 bilhão em abril, uma redução de 9,8% em relação ao mês anterior (US$ 1,19 bilhão).

A carne de frango chegou a US$ 543,14 milhões, uma que da de 11,2%. Com a comercialização de 317,71 mil toneladas, houve queda de 23% em relação a abril do ano passado. O preço médio no mercado internacional passou de US$ 1.482 por tonelada para US$ 1.710 por tonelada, um aumento de 15,3%.

Já as vendas externas de carne bovina tiveram queda de 13,8% em valor, totalizando US$ 362,10 milhões. Houve também queda na quantidade, de 18,3%, com isso, 88,8 mil toneladas foram embarcadas. O preço médio subiu 5,5%, chegando a US$ 4.078 por tonelada.

As exportações de carne suína somaram US$ 130,24 milhões, um aumento de 19,5%, com queda de 17% no volume comercializado e elevação de 44% na cotação do produto.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal