Cães farejadores ajudam a encontrar produtos de origem animal e vegetal em aeroportos

Mariana Ohde


Foram apresentados, nesta quarta-feira (5), os resultados do trabalho feito com os cães farejadores do Sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) na identificação de alimentos de origem vegetal ou animal em aeroportos. O objetivo é evitar a entrada de doenças e pragas no Brasil.

Os resultados foram divulgados em palestra da Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O projeto começou há cerca de dois anos no Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek. De lá para cá, os animais vistoriaram mais de 8 mil bagagens. O número representa 100% das bagagens que chegam em voos internacionais e o índice de acerto dos cães chegou a 96,7%.

No JK, a pastora alemã Neca começou a trabalhar recentemente. Em treinamento há dois meses, a cachorra de dois anos é “colega” do labrador Léo, que todos os dias vistoria centenas de bagagens no JK. O projeto dos cães farejadores já foi estendido também ao Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba. Aqui, as bagagens são fiscalizadas pelo labrador Thor, também treinado em Brasília. O Afonso Pena é considerado vulnerável, em função da proximidade de fronteira.

A previsão é treinar dois cães por ano para atender a todos os aeroportos brasileiros. Até o final deste ano, Neca poderá ser transferida a São Paulo ou ao Rio de Janeiro, dependendo da necessidade desses locais.

Faro

A eficiência do trabalho se deve ao faro apuradíssimo, capaz de distinguir mais de 80 diferentes tipos de odores. Além disso, os animais têm mobilidade, agilidade e representam economia para o ministério. A próxima meta é construir o centro nacional de treinamento dos cães de detecção, possivelmente em Brasília.

Segundo o professor da Universidade de Brasília (UnB) e médico veterinário Cristiano Melo, os cães representam a possibilidade real de melhoria da vigilância agropecuária nos pontos de entrada do país. Os Estados Unidos têm 750 cães farejadores em suas fronteiras. “O Mapa tem que ampliar a vigilância agropecuária, atuando de maneira ostensiva, pela importância do agronegócio para o Brasil e o para mundo”, completou

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal