Polo brasileiro de produção de porcelanas, Campo Largo abriga 20 indústrias da área

Redação


A produção de cerâmica e porcelanas de Campo Largo tem mais destaque nacional do que pelos próprios paranaenses. “A porcelana fabricada aqui vai para todo o Brasil e uma pequena parcela é exportada”, explica o presidente do Sindilouças, Fábio José Germano da Silva.

CAMPO LARGO TEM FÁBRICA DE PORCELANAS OPERANDO DESDE 1953

Uma das mais tradicionais indústrias de produção de porcelanas em Campo Largo é a Schimidt. A empresa, fundada em 1945, tem uma fábrica operando desde 1953 e hoje é uma das marcas de louças de mesa mais tradicionais do Brasil.

Ari Dias/AEN

O gestor da empresa, Nelson Luiz Vieira de Morais Lara, destaca que antes da pandemia 50% da produção era destinada a bares, hotéis e restaurantes. O restante era subdividido entre mercado, lojas e vendas online.Com a pandemia, as vendas pela internet cresceram vertiginosamente e a empresa já tem negócios fechados até o ano que vem. “O e-commerce está explodindo e agora estamos conhecendo um novo tipo de consumidor, que passou mais tempo em casa e começou a verificar o que faltava no lar”, conta Lara.

A guinada das vendas permitiu que a empresa mantivesse todo o quadro de funcionários mesmo com a pandemia. Hoje, são 570 pessoas produzindo cerca de 1,1 milhão de peças por mês.

PRODUÇÃO DE PORCELANA COLORIDA

Outra empresa referência na produção de porcelana no município é Germer. Criada em 1978, a fábrica emprega cerca de 500 pessoas e produz em média um milhão de peças por mês.

A Germer se destaca no mercado por ser a única empresa a produzir porcelana colorida e também que adota três processos produtivos na fábrica: porcelana líquida, plástica e em pó.

Para o diretor-presidente, Antônio Jurandir Girardi, o fato de concentrar a produção de porcelanas numa mesma região traz muitas vantagens. “Temos acesso mais fácil à mão de obra especializada e também fica mais fácil de formar nossos funcionários”, afirma.

Girardi ressalta que tornar as empresas e a produção paranaenses conhecidas da população é muito importante. “É necessário que a população tenha consciência do que é feito aqui porque estas indústrias geram renda, fazem a economia girar e ajudam a qualificar a região onde estão inseridas”.

Porcelanas Germer: criada em 1978, a fábrica emprega cerca de 500 pessoas e produz em média um milhão de peças por mês (Ari Dias/AEN)
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