Carne Fraca não investiga qualidade da produção de alimentos no Brasil, diz juiz

Roger Pereira


O juiz Marcos Josegrei, responsável pela Operação Carne Fraca na Justiça Federal do Paraná, afirmou que a operação, que mexeu com o mercado de carnes e derivados no país, não tem como objetivo auditar o processo produtivo de produtos de origem animal no Brasil, nem apontar falhas ou irregularidades nesta produção. “O objetivo principal dessa operação é investigar um grupo de fiscais que praticava atos de corrupção, atos de extorsão, e atos relacionados a exigir algum benefício em troca de algum favor. O inquérito investiga crimes contra a administração pública por servidores públicos e funcionários privados que a eles se associavam”, disse o magistrado ao repórter Douglas Santucci, da Band Curitiba.

O juiz explicou que a investigação iniciou com o objeto específico de investigar um grupo de fiscais no estado do Paraná. Nos dois anos de investigação, contou, identificou-se, também um pequeno grupo em Goiás e uma única pessoa em Minas Gerais.

“Não foi objeto da investigação nada além disso. A investigação não teve a finalidade, em momento algum de auditar todo o processo de produção de produtos de origem animal no Brasil e tampouco concluir que esse processo é inadequado ou é falho, ou que as pessoas no Brasil e fora do Brasil estão consumindo produtos inadequados”, reforçou. Segundo o magistrado, “está havendo uma generalização indevida e que não tem correspondência com essa investigação até o momento”.

Marcos Josegrei também respondeu ao questionamento sobre a existência de apenas dois laudos para embasar a operação. “Os dois laudos que existem só foram produzidos para fundamentar o início da investigação e embasar tecnicamente aquilo que o denunciante (um fiscal que delatou os colegas) falou lá atrás na instauração da investigação. A investigação continua, está em curso. O que aconteceu na sexta passada foi somente o cumprimento dos mandados que necessitavam de intervenção da Justiça para serem cumpridos. A investigação voltou para a autoridade policial, que segue com seu trabalho”, conclui.

Confira a entrevista:

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal