Citação de Temer em delação da Lava Jato pode valorizar dólar

Mariana Ohde


A quinta-feira (16) começa com as atenções voltadas, novamente, para a crise política brasileira. Nesta quarta-feira (15), foi divulgada a delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, que citou, entre outros políticos, o presidente interino Michel Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros. No cenário internacional, o anúncio da manutenção dos juros pelo FED dos Estados Unidos, e a possível saída do Reino Unido da União Europeia, a Brexit, estão em foco.

Saiba mais no boletim de abertura de mercado desta quinta-feira com o superintendente regional de câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Corrêa:

Depois de vários dias operando com um viés de cautela, os investidores internacionais voltaram a procurar ativos de risco e maior rentabilidade ontem. As principais bolsas valorizaram e o dólar caiu ante as moedas fortes e emergentes. A decisão do FED de manter o juro inalterado veio dentro do esperado. Entretanto, na entrevista de sua presidente, Janet Yellen, o BC americano deixou em aberto o aumento dos juros para as próximas reuniões. Aqui, mais uma vez, o comportamento da moeda americana foi volátil. Abriu em queda, acompanhando o exterior, tocou as mínimas com o anúncio do PEC do teto de gastos públicos apresentado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reverteu sua trajetória atingindo os R$ 3,50, por alguns instantes, após a divulgação da delação premiada de Sergio Machado, que cita várias vezes o nome do presidente em exercício, Michel Temer, mas fechou em queda de 0,23%, em R$ 3,4714.

Os mercados financeiros internacionais voltam para o viés de proteção, após o FED manter a taxa de juros e sinalizar que a alta poderá acontecer só no final do ano, com o foco novamente no BREXIT, além da decepção com a política monetária do Banco do Japão, que não anunciou nenhum estímulo para economia. As principais bolsas europeias e futuros americanos operam em queda, assim como o preço do barril de petróleo. O dólar volta a se valorizar ante as moedas emergentes.

Internamente, os agentes domésticos devem voltar a se proteger com a crise política novamente na mira dos investidores. Além do sinal negativo vindo do exterior, os agentes domésticos têm mais um problema para digerir. Se ontem não fez preço, a citação, pela primeira vez, do nome do presidente em exercício Michel Temer na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, ligando o parlamentar na captação de recursos ilícitos nas investigações da Lava Jato deve exercer uma pressão no mercado de câmbio, com a valorização da divisa norte-americana.

Acompanhe os dados do mercado em www.slw.com.br

Previous ArticleNext Article
Repórter no Paraná Portal
[post_explorer post_id="365732" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]