Comércio e shoppings elevam confiança e esperam plena retomada até o Natal

Redação

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Os setores do comércio e dos shoppings estão confiantes para a retomada da economia até o final do ano. Com o avanço da campanha de vacinação contra a covid-19, os empresários esperam que o Natal de 2021 seja uma marca da recuperação econômica após a forte crise decorrente da pandemia do coronavírus.

Embora o momento seja de confiança, representantes do setor ainda avaliam que é necessário manter a cautela. Os números de julho e agosto têm se mostrado positivos e apontado para a retomada dos negócios conforme o avanço da vacinação.

Há mais de um mês, desde a volta da bandeira amarela (nível de alerta mais baixo da pandemia), Curitiba baixou os níveis de restrições, voltando a permitir o funcionamento do comércio, dos shoppings e dos bares e restaurantes, por exemplo, com um público maior e sem limitações de horários de funcionamento.

“Julho, talvez, tenha sido o primeiro mês que nós pudemos trabalhar todos os dias. E percebemos que, quando temos a possibilidade de assim trabalhar, as coisas acontecem. A gente fica muito feliz porque nota, conforme a velocidade da vacinação progride, a confiança do consumidor vai retornando”, avaliou o superintendente do Alto da XV Mall, Levi Muniz.

Para a ACP (Associação Comercial do Paraná), Curitiba conduziu mal a crise econômica decorrente da crise sanitária causada pelo novo coronavírus. Em vários momentos, a entidade que representa empresários do comércio protestou contra decisões do poder público, sobretudo a Prefeitura de Curitiba.

“Nós conduzimos muito mal a pandemia em Curitiba. Em relação a Santa Catarina ou o próprio Paraná. O governo do Estado flexibilizou. Tínhamos horário para abrir, organização e cuidado de manter a atividade funcionado. Economia e saúde tem de andar junto e o prefeito não entendia isso. Foi desgastante e sofrível”, completou Camilo Turmina, presidente da entidade.

COMÉRCIO SOFREU COM MEDIDAS DESEQUILIBRADAS, AVALIA ACP

O presidente da ACP (Associação Comercial do Paraná), Camilo Turmina, e o superintendente do Alto da XV Mall, Levi Muniz, avaliam que as restrições impostas ao comércio e aos shoppings durante os momentos mais delicados da pandemia de covid-19 foram injustos com o setor. Para eles, as medidas restritivas dos decretos de Curitiba foram mais rigorosos do que o esperado.

“O nosso pensamento é que foi uma medida brusca. Não vou dizer autoritária, mas muito acima do que seria o necessário. Quando a gente faz um comparativo com o que acontece com a população é que a gente vê uma desigualdade. Nosso consumidor chega aqui e vai  ter a temperatura aferida, distanciamento e limpeza redobrada. Aí ele sai do shopping, de uma loja, e pega um ônibus lotado de pessoas aglomeradas sem 10% do cuidado que os empreendimentos possuem. É desigual o jogo”, analisou Muniz.

SUPERINTENDENTE DO ALTO DA XV MALL E PRESIDENTE DA ACP FALAM SOBRE PANDEMIA E A RETOMADA DO COMÉRCIO

O Paraná Portal deu sequência às entrevistas sobre os desdobramentos da pandemia de covid-19 no Paraná. Nesta semana, o tema foi o impacto financeiro da crise para o comércio e os shoppings.

Confira a íntegra da entrevista com o superintendente do Alto da XV Mall, Levi Muniz, e com o presidente da ACP, Camilo Turmina.

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