Comércio do Paraná teve alta nas vendas durante o primeiro semestre de 2019

Vinicius Cordeiro

dia dos pais

O comércio do Paraná teve crescimento de 2,11% nas vendas durante o primeiro semestre de 2019 comparado às vendas do ano passado.

Entretanto, o aumento foi menor do que no primeiro semestre de 2018, quando o varejo do estado teve alta de 5,13%. Os dados foram fornecidos pela Pesquisa Conjuntural da Fecomércio PR (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná).

ANÁLISE REGIONAL

Entre as regiões do Paraná analisadas, a única a apresentar resultado negativo foi Londrina, com -4,36. A motivação disso foi principalmente em função da retração nas vendas de veículos, que acumularam perdas de 16,68% no primeiro semestre.

Nas demais regiões do estado o faturamento do varejo foi maior do que no mesmo período do ano passado. Em Curitiba e Região Metropolitana o comércio cresceu 4,3%; no Sudoeste, 4,04%; e na região Oeste houve alta de 3,41%. Já em Ponta Grossa as vendas aumentaram 2,79%, enquanto em Maringá, subiram 2,45%.

EMPREGOS

Por fim, o aumento das vendas no primeiro semestre não foi suficiente para a geração de novos postos de trabalho no varejo, cujo indicador fechou com leve queda de 0,20%.

Setores como lojas de departamentos (19%), materiais de construção (3,7%) e supermercados (1,18%) abriram novas oportunidades, enquanto móveis e decorações (-6,36%), farmácias (-5,58%)e autopeças (-4,11%) foram os que mais demitiram no período.

INSEGURANÇA

A pesquisa ainda mostra que o receio com relação ao emprego repercute sobre a intenção de compra. Isso faz, por exemplo, com que os consumidores deixem de gastar em bens de maior valor, que geralmente demandam parcelamento a médio e longo prazo.

Além disso, a instabilidade política decorrente das dificuldades na aprovação de reformas importantes para o país, com a da Previdência e a Tributária, afasta ou adia novos investimentos por parte dos empresários.

SETORES

As lojas de departamento tiveram aumento de 29,7% no período, além dos setores de óticas, cine-foto-som (12,08%) e combustíveis (9%).

Entre os desempenhos negativos, dá pra destacar as quedas do ramo de farmácias (-4,62%), além de vestuário e tecidos (-4,16%). Já livrarias e papelarias (-3,91%), calçados (-3,37%) e móveis, decorações e utilidades domésticas (-3,19%) também não tiveram um faturamento bom.

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve queda nas vendas de 2,5%, e na comparação com maio, a redução foi de 7,46%.

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