Construtores sobre 2016: ‘que bom que terminou’

Thiago Machado, Metro Jornal CuritibaO Sinduscon-PR (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná) div..

Narley Resende - 07 de dezembro de 2016, 08:16

Thiago Machado, Metro Jornal Curitiba

O Sinduscon-PR (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná) divulgou ontem o seu balanço anual. Os números, admitiu o presidente da entidade, José Eugênio Gizzi, não foram bons. “Não foi nada fácil, que bom que atravessamos 2016 e que bom que terminou”, disse.

Entre os vários indicadores negativos estão a diminuição de 28% nos lançamentos de unidades verticais e de 18% nos alvarás para construções. Também houve corte de 2,2 mil empregos somente em Curitiba.

Ao menos três fatores impactaram negativamente no setor: a queda de renda da população, o aumento do desemprego e principalmente a escassez de crédito. A diminuição do valor bruto dos financiamentos ficou em 26% neste ano. “Foi uma queda dramática que tem relação com a alta na taxa de juros”, explica o consultor de mercado do Sinduscon Marcos Kahtalian.

A respeito dos preços dos imóveis, o sindicato alerta para uma acentuada queda no estoque disponível em Curitiba (de 21% entre setembro de 2015 e de 2016). Assim os preços, que caíram no último ano, devem subir novamente em 2017.

Kahtalian destaca que por ano há uma demanda entre 4 e 5 mil apartamentos em Curitiba. As entregas, no entanto, estão em cerca de 3,2 mil.

Sobre 2017 o presidente do Sinduscon afirma que as expectativas estão melhores do que no fim de 2015. “Somos empresários, qualquer sinalização positiva nós estaremos apostando no futuro”, diz.

Segundo ele, uma melhora pode vir da reforma previdenciária, trabalhista ou do ajuste das contas públicas. “Já estamos caminhando no fundo do poço, se nós recebermos uma pequena ajuda teremos condições de retomar e até de capitanear a retomada do crescimento do país”, define.

Pedido de Greca é elogiado

O presidente do Sinduscon, José Eugênio Gizzi, elogiou ontem a decisão do prefeito eleito Rafael Greca (PMN), que sugeriu aos vereadores para que não votem a lei de zoneamento apresentada pela atual gestão da prefeitura. “Fizemos uma primeira leitura do texto e os arquitetos ficaram apavorados: um negócio que poderia ser feito, de repente não vai poder mais”, diz. “Vimos com bons olhos a iniciativa do Rafael Greca de retirar este projeto”.

A nova lei de zoneamento só deve ser votada no ano que vem, com nova composição dos vereadores.

Gizzi também contou já ter se reunido com o Greca. O pedido do setor é para que a nova gestão diminua a burocracia e agilize seus processos.