Consumo cai 6,1% no Paraná durante pandemia

Lucian Pichetti - CBN Curitiba


As famílias do Paraná estão preocupadas com as consequências da pandemia do coronavírus. Não é à toa que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), aferida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), teve redução de 6,1% em abril.

O indicador passou de 116,4 pontos em março para 109,3 pontos em abril, interrompendo a tendência de alta que vinha ocorrendo desde outubro de 2019.

Os dados foram coletados nos últimos dez dias de março e já refletem a crise causada pelo coronavírus não só na área da saúde, mas também na economia.

A queda da intenção de consumo no Paraná foi mais acentuada do que a média brasileira, que passou de 99,9 pontos em março para 95,6 pontos em abril. Apesar da diminuição acentuada na intenção de consumo dos paranaenses, o indicador ainda se mostra mais elevado do que os padrões nacionais.

Por causa da pandemia, os paranaenses pretendem consumir menos. O subindicador perspectiva de consumo teve variação mensal de -19,9% e queda anual de 22,7%. O nível de consumo atual das famílias do estado já reduziu 9,1% de março para abril, conforme aponta a pesquisa.

EMPREGO X PANDEMIA X CONSUMO

A maior preocupação dos paranaenses é com o emprego. O quesito segurança no emprego atual baixou 6,8% e a perspectiva profissional arrefeceu 12,3%.

Análise por faixa de renda

As famílias com maior renda são as que estão se sentido mais impactadas pela pandemia da Covid-19 no estado. A intenção de consumo baixou 11,5% entre aqueles com renda familiar mensal superior a dez salários mínimos. O indicador saiu de 124,3 pontos em março para 110 pontos em abril. Já entre as famílias com renda até dez salários mínimos, a ICF baixou de 114,7 pontos para 109,2 pontos, uma redução de 4,8%.

O que mais preocupa as classes A e B é a questão do trabalho. A segurança no emprego teve um desgaste de 11,8% entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos. O subindicador perspectiva profissional sofreu um abalo de 26,6% de março para abril. Por consequência, a perspectiva de consumo propriamente dita caiu 32,7% entre as famílias mais abastadas.

Nas famílias de menor renda, a segurança no emprego atual teve decréscimo de 5,7% e a perspectiva de melhora profissional encolheu 9,1%. O nível de consumo atual entre essas famílias já caiu 10%, segundo a pesquisa da CNC e Fecomércio PR. E a perspectiva de consumo baixou 17%.

 

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