Crise hídrica afeta inflação e preço de alimentos, diz presidente do BC

O presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira (2) que a crise hídrica vivida atual..

Larissa Garcia - Folhapress - 02 de junho de 2021, 11:36

Levantamento do Simepar apontou que nove cidades, de quase todas as regiões do Estado, tiveram chuvas bem abaixo da média histórica entre os meses de junho de 2019 a março de 2020. Redução média na precipitação foi de 33% nos municípios pesquisados.
08/04/2020 - Foto: Geraldo Bubniak/AEN
Levantamento do Simepar apontou que nove cidades, de quase todas as regiões do Estado, tiveram chuvas bem abaixo da média histórica entre os meses de junho de 2019 a março de 2020. Redução média na precipitação foi de 33% nos municípios pesquisados. 08/04/2020 - Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira (2) que a crise hídrica vivida atualmente no Brasil afeta a inflação e, por isso, mudanças climáticas estão cada vez mais no radar da autoridade monetária.

"Como isso afeta a política monetária? Estamos falando sobre crise de energia no Brasil novamente, porque não está chovendo o suficiente. Isso tem efeito na inflação, no preço dos alimentos, afeta tudo que fazemos. Está muito ligado ao nosso mandato", disse em evento promovido pelo BIS (Bank for International Settlements).

Segundo o titular do BC, os choques climáticos também podem afetar a taxa de juros e o mercado de crédito. "Isso precisa estar na cabeça de todo mundo", frisou.

"O primeiro dilema é que olhamos em volta e vemos medidas que se parecem mais com cartas de intenção. Se queremos ter resultados de forma transparente temos que fazer mais que uma carta de intenção e deixar que o mercado entenda dessa forma", ponderou.