Curitiba tem o quinto maior PIB entre as capitais

A cidade de Curitiba ocupa a quinta posição na lista do PIB dos Municípios de 2014, divulgada nesta quarta-feira (14) pe..

Mariana Ohde - 15 de dezembro de 2016, 10:16

Foto: Valdecir Galor/SMCS
Foto: Valdecir Galor/SMCS

A cidade de Curitiba ocupa a quinta posição na lista do PIB dos Municípios de 2014, divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas da queda de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), a capital está atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.

A capital paranaense respondia, em 2014, por 1,4% da produção produção nacional, com PIB de R$ 78.892.229. Nos levantamentos anteriores, de 2010 a 2013, Curitiba produzia 1,5% do PIB brasileiro.

De acordo com o levantamento, a queda de 0,1% está relacionada ao setor de serviços, que inclui transportes, correio, informação, comunicação, profissionais administrativos e complementares, entre outros. O economista Wilhelm Meiners, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC), afirma que os dados de 2015 e 2016 devem indicar uma redução maior no setor, que é a principal atividade econômica Curitiba.

"Observando dados mais recentes, de 2015 e 2016, tanto de arrecadação de ISS, da Prefeitura Municipal, quanto, principalmente, dados de emprego, a gente já verifica uma contração muito grande das atividades terciárias, vinculadas a serviços sociais e pessoais. Ou seja, o serviço em que as famílias são os consumidores. Isso reflete, principalmente, na contração do nível de emprego na economia. Em 2014, Curitiba tinha uma taxa de desemprego inferior a 4%, hoje temos uma taxa superior a 10%, chegando a 11%. Isso reflete gravemente no nível de consumo que as famílias têm. Elas vão acessar menos os serviços", explica. A redução no setor, em comparação com outubro do ano passado, foi de 7,6%.

Para o professor Wilhelm Mainers, o setor da indústria sofre com a crise há mais tempo, principalmente por conta da valorização do câmbio. Mas com o aumento da exportação no médio prazo, a indústria pode recuperar o nível de atividade. Já a agricultura, que poderia impulsionar a economia, deve ter problemas causados pelo clima. A indústria para consumo interno ainda não mostra indícios de recuperação. Segundo o professor, a situação deve melhorar a partir do segundo semestre do ano que vem, mas depende de medidas do governo.