Déficit de 2017 é visto de forma positiva pelo mercado

Mariana Ohde


A meta fiscal do governo federal em 2017 será um deficit primário de R$ 139 bilhões. O número foi apresentado nesta quinta-feira (7) pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles; do Planejamento, Dyogo de Oliveira; e da Casa Civil, Eliseu Padilha. Meirelles informou que, para chegar ao valor, a equipe econômica terá de cortar despesas e obter receitas adicionais por meio do aumento de tributos, concessões, venda de ativos e exploração do pré-sal, por exemplo. A previsão foi vista de forma positiva pelo mercado, que acredita que o resultado mostra a força da nova equipe econômica do governo.

Confira o boletim de abertura de mercado desta sexta-feira (8), com o superintendente regional de câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Corrêa:

O dólar exibiu um movimento volátil na manhã de ontem. Entre os terrenos positivo e negativo, a moeda americana abriu em alta, com a quinta atuação do BC no mercado de câmbio e as incertezas políticas em torno da meta fiscal para 2017. Depois, reverteu sua trajetória de valorização com a melhora do humor externo. No início da tarde, com a piora do humor no exterior e a queda acentuada do preço do barril de petróleo, chegou a cair 5%. Mas engatou um viés forte de valorização ante o real e fechou o pregão cotada em R$ 3,3617, avanço de 0,78%.

Além do cenário exterior, os agentes domésticos se protegeram antes do anúncio oficial da meta fiscal para 2017 no Brasil. Com os mercados fechados, o governo anunciou um déficit de R$ 139 bilhões. Nem os R$ 150 bilhões, tão menos os R$ 170 bilhões. O número mostra a que Meirelles veio. Em dia de Payroll, ou seja, o número oficial de criação de vagas de emprego nos Estados Unidos, um dos indicadores mais importantes de avaliação do FED, os mercados financeiros adotam o viés de cautela antes da divulgação do cômputo hoje, às 9h30. As principais bolsas europeias exibem leve alta e os futuros americanos operam próximos à linha d’água. O preço do barril de petróleo ensaia recuperação e o dólar tem direções mistas ante as demais divisas.

Internamente, os players locais devem reagir positivamente ao anúncio do déficit fiscal de R$ 139 bilhões para 2017, mostrando aos investidores a força da equipe econômica e principalmente do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que em entrevista sente-se vitorioso e disse ter certeza que conseguirá garantir uma receita adicional de R$ 55 bilhões, prevista para o ano que vem no desenho que foi feito para garantir o cumprimento da meta. Também deve pesar no mercado de câmbio a ausência do Banco Central, que não anunciou nenhum leilão de swap cambial reverso nesta manhã. Com isso, o dólar deve abrir em queda hoje. Entretanto, um número muito forte do Payroll pode reverter o quadro e valorizar a moeda americana.

Acompanhe os dados do mercado em www.slw.com.br

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Repórter no Paraná Portal
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