Dólar enfrenta volatilidade com impeachment

Confira o boletim de abertura de mercado desta quinta-feira (1), com o superintendente regional de câmbio da SLW, João P..

Mariana Ohde - 01 de setembro de 2016, 08:42

Confira o boletim de abertura de mercado desta quinta-feira (1), com o superintendente regional de câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Corrêa:

Como previsto, o mercado de câmbio exibiu forte volatilidade no pregão de ontem. Pela manhã, a disputa pela formação da taxa PTAX de final de mês amparou o sobe e desce da moeda americana. Ao final da manhã, a moeda americana apresentava valorização ante o real, em linha com o comportamento da divisa no exterior, com o preço do petróleo caindo mais de 3%. A expectativa em torno da finalização do processo de impeachment de Dilma Rousseff também mexeu com o câmbio. Após a confirmação da cassação da petista, a divisa dos EUA registrou a máxima do dia em R$ 3,2557, diante de preocupações com um possível racha na base governista de Michel Temer. Passado o temor, perto do final da sessão, o dólar engatou um viés de queda e fechou cotado em R$ 3,2268, recuo de 0,36%.

Já com os mercados fechados, o COPOM manteve a taxa de juro inalterada em 14,15%, como esperado. Antes da divulgação do principal dado da semana, o Payroll amanhã, os investidores internacionais digerem o índice de atividade industrial da China, que subiu de 49,9 em julho para 50,4 em agosto, maior nível em 22 meses e acima dos 50 pontos, o que indica expansão manufatureira. As principais bolsas europeias e futuros americanos operam no positivo e o preço do barril de petróleo sobe. No mercado de câmbio, o dólar exibe direções divergentes, refletindo a cautela dos agentes antes da divulgação do Payroll amanhã, já que o indicador é um dos preferidos pelo FED para decidir sua política monetária. Internamente, virada a página do impeachment, o presidente em exercício, Michel Temer, que está a caminho da cúpula de lideres do G-20, na China, já tem de lidar com um racha na base governista. No mesmo dia da posse, aliados se desentenderam diante da inesperada decisão do Senado de cassar a ex-presidente, mantendo os direitos políticos da petista, abrindo precedentes para livrar réus da Lava Jato da inelegibilidade. O mal-estar pode azedar os mercados locais no início do governo Temer.

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