Dólar permanece abaixo dos R$ 3,20

Mariana Ohde


Confira o boletim de abertura de mercado desta terça-feira (9), com o superintendente regional de câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Corrêa:

Depois de quatro pregões de baixa consistente na semana passada, ontem o dólar operou intercalando entre os terrenos positivo em negativo, porém com amplitude restrita. Por um lado, o cenário externo abria espaço para a desvalorização da divisa norte-americana, com investidores apostando na política monetária expansionista de bancos centrais de países industrializados, como Japão e Inglaterra. Aqui, as incertezas políticas evitavam uma queda mais acentuada da moeda dos EUA. Apesar de as notícias do final de semana sobre delações de executivos da Odebrecht envolvendo o presidente interino, Michel Temer, e o ministro das Relações Exteriores, José Serra, no âmbito da Operação Lava Jato, não terem precificado os ativos brasileiros, os agentes domésticos evitaram mudanças de posições. Com isso, o dólar fechou o pregão desta segunda-feira praticamente estável, cotado em R$ 3,1696.

As principais bolsas europeias e futuros americanos operam em alta, na esteira do fechamento do mercado asiático, após a desaceleração da inflação chinesa, aumentando as apostas de que o governo de Pequim pode adotar mais estímulos na economia do Dragão Asiático. O preço do barril de petróleo mostra volatilidade nesta manhã e o dólar exibe direções divergentes ante as moedas fortes e emergentes. Aqui, o foco das atenções dos agentes está voltado para Brasília, com a votação da pronúncia do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, e no plenário da Câmara deve ser votado o projeto de lei que trata da renegociação da dívida dos estados, com base no novo texto negociado entre governo e o Congresso. Ambos os eventos testarão a força do presidente em exercício, Michel Temer. No caso do impeachment, a votação exige maioria simples para seguir com o processo e será uma prévia do evento em agosto, que define a saída definitiva de Dilma. Aliados de Dilma tentarão suspender a votação, com base nas denúncias de caixa dois contra políticos do PMDB e PSDB. Já no caso da renegociação da dívida dos estados, a disputa será mais acirrada. Mesmo depois da Fazenda retirar vários pontos da proposta, a base aliada articula um movimento para excluir do texto o veto ao reajuste de servidores públicos estaduais por dois anos. Com os dois eventos políticos importantes para a credibilidade do atual governo, o mercado financeiros brasileiro deve seguir em tom de cautela, até que as incertezas sejam eliminadas.

Acompanhe os dados do mercado em www.slw.com.br

Previous ArticleNext Article
Repórter no Paraná Portal
[post_explorer post_id="377771" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]