Economia aquece e PIB cresce além do projetado para o terceiro trimestre

O desempenho da economia no terceiro trimestre confirma a retomada puxada pelo setor privado.​O PIB (Produto Inte..

Folhapress - 03 de dezembro de 2019, 12:01

SÃO PAULO,SP,30.11.2019:RUA-25-MARÇO-MOVIMENTAÇÃO - Movimentação de consumidores em comércios na Rua 25 de Março em São Paulo (SP), neste sábado (30). Populares tentam aproveitar promoções no clima da Black Friday. Grades foram colocadas para fechar o acesso para veículos. (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Folhapress)
SÃO PAULO,SP,30.11.2019:RUA-25-MARÇO-MOVIMENTAÇÃO - Movimentação de consumidores em comércios na Rua 25 de Março em São Paulo (SP), neste sábado (30). Populares tentam aproveitar promoções no clima da Black Friday. Grades foram colocadas para fechar o acesso para veículos. (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Folhapress)

O desempenho da economia no terceiro trimestre confirma a retomada puxada pelo setor privado.

​O PIB (Produto Interno Bruto) do período cresceu 0,6% em relação aos três meses imediatamente anteriores, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (3).

A projeção feita pela agência Bloomberg estimava um crescimento de 0,4%.

Pelo lado da demanda, o avanço continua puxado pelo consumo das famílias, que representa quase dois terços do PIB e cresceu 0,8% na comparação trimestral.

Os investimentos das empresas (formação bruta de capital fixo) avançaram 2,0%.

CONSUMO DO GOVERNO RECUA 0,4%

"As despesas do governo - incluindo pessoal e demais gastos, exceto investimentos-, caem em todas as esferas em função das restrições orçamentárias", analisa a coordenadora de Conta Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Apesar do resultado do período, a taxa trimestral ainda está 3,6% abaixo do pico da série, atingido no primeiro trimestre de 2014.

Considerando a ótica da oferta, a indústria teve alta de 0,8%. Segundo o IBGE, o crescimento da indústria se deveu à recuperação do setor extrativo, puxada pelo crescimento da extração de petróleo, que cresceu 12% na comparação trimestral, e pelo avanço de 1,3% na construção civil.

A indústria de transformação, por outro lado, teve nova queda, de 1%, afetada pela queda nas exportações em função da menor demanda mundial e da crise da Argentina, segundo o IBGE.

A agropecuária cresceu 1,3%, e os serviços, 0,4%.

Nos serviços, se destacaram as atividades financeiras (1,2%), o comércio (1,1%) e o segmento de informação e comunicação (1,1%).

Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, a economia avançou 1,2%. A Bloomberg estimava alta de 1%. Nessa comparação, a agropecuária teve alta de 2,1%, e indústria e serviços, 1%.

Sob a ótica do demanda, os investimentos subiram 2,9%, e o consumo das famílias, 1,9%. Nessa base de comparação o consumo do governo também caiu; o recuo foi de 1,4%.

Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,842 trilhão no terceiro trimestre, informou o IBGE.

EM 12 MESES

O acumulado dos últimos quatro trimestres mostra crescimento de 1,0%.

O IBGE revisou o PIB do 1º trimestre deste ano, de recuo 0,1% para zero em relação aos três meses anteriores. No 2º trimestre, o avanço foi revisto de 0,4% para 0,5%.

Essas revisões foram motivadas, principalmente, pela melhora nos números da agropecuária, pela ótica da oferta, e do consumo e investimentos, pela demanda.

O resultado da agropecuária foi revisto de queda de 0,1% para alta de 0,9% no primeiro trimestre e de 0,4% para 1,4% no segundo.

O consumo das famílias e os investimentos ganharam 0,3 ponto percentual em cada trimestre. O consumo cresceu 1,5% e 1,8%, respectivamente, nos dois primeiros trimestres do ano, na comparação com os três meses sempre anteriores.

Os investimentos avançaram, respectivamente, 1,1% e 5,4%.

Na comparação anual, o IBGE destacou o avanço de 4,4% na construção e de 4% na indústria extrativa. A indústria de transformação recuou 0,5%,influenciada, principalmente, pela queda na fabricação de celulose, produtos químicos, farmacêuticos e de metalurgia.

Nos serviços, nessa comparação, também se destacaram informação e comunicação (4,2%) e comércio (4%), além de atividades imobiliárias (1,9%) e financeiras (1,3%).

O IBGE também revisou para cima o resultado de 2018, de uma alta de 1,1% para 1,3%.

O PIB é uma medida da produção de bens e serviços em um país em um determinado período. Sua expansão é utilizada como sinônimo de crescimento da economia.