Economia criativa: livro é lançado neste sábado (21) em Curitiba

A produção destaca esse modelo e mostra a necessidade de políticas públicas para incentivar setores da sociedade.

Redação - 21 de maio de 2022, 11:00

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O livro “Economia criativa, cidades, clusters e desenvolvimento”, da economista Gina Gulineli Paladino, é lançado neste sábado (21), em Curitiba. A produção destaca esse modelo e mostra a necessidade de políticas públicas para incentivar setores da sociedade.

De acordo com a autora, o que diferencia a economia criativa de outros setores econômicos é a matéria-prima: cultura e criatividade pautadas pela inovação. Os protagonistas são classes criativas, empreendedores, investidores, planejadores e gestores urbanos

O livro tem 62 páginas e é dividido em cinco capítulos:

  • Economia criativa
  • Cidades criativas
  • Clusters criativos
  • Criatividade e desenvolvimento;
  • Gênio criativo de Celso Furtado

A obra é direcionada tanto para quem já conhece o tema, como para quem não conhece. Gina Gulineli Paladino defende que, em tempos de crise, novos modelos de negócios pautados pela criatividade começam a se destacar: “Quando a economia criativa cresce, o desenvolvimento econômico avança”. 

Entre os segmentos da economia criativa, estão: moda, arquitetura, design, audiovisual, artesanato, museus, folclore, música, gastronomia, além de serviços em que se exige muita criatividade aliada à tecnologia, como é o caso dos videogames.

"Esses serviços apresentam maior capacidade de gerar empregos com maior remuneração, principalmente entre os jovens; se bem articulados e apoiados, são propulsores da inovação e da ampliação da capacidade produtiva do conjunto da economia”, analisa a autora.

O lançamento ocorre das 11 às 15 horas, no Palácio Belvedere - Praça João Cândido - São Francisco.

ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL E NO MUNDO

O PIB (Produto Interno Bruto) da economia criativa no Brasil começou a ser medido em 2004, sendo o valor máximo de 2,64% do total em 2015, com mais de 870 mil empregos formais.

A nível mundial, de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), se a economia criativa fosse um país, teria o 4º maior PIB, de 4,4 trilhões de dólares, e 144 milhões de pessoas empregadas.

Já a Organização Mundial do Trabalho (OIT) cita que o crescimento anual do mercado criativo deve girar entre 10% e 20% nos próximos anos em todo o mundo.