Economia descontrolada não dá certeza de que 2022 será melhor

Redação


O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) disse nesta sexta-feira, 19, que a condução da economia brasileira não dá sinais de mudança e que o próximo ano ainda deve trazer dificuldades para os brasileiros. “Chegamos ao final de 2021 sem que estejam lançadas as bases de que 2022 será melhor”, avaliou em entrevista para a rádio Graúna de Cornélio Procópio.

Romanelli reafirmou mais uma vez que a equipe que cuida da política econômica do País deveria ser trocada. “O ministro Paulo Guedes perdeu completamente a condição de governar a economia. É preciso trocar essa equipe para tentar resgatar alguma confiança no Brasil”, observou. “O dólar explodiu pelo descontrole das finanças públicas. O maior problema nosso é a gestão da economia”.

A gravidade da situação, pondera Romanelli, pode ser medida pela atitude do próprio ministro, que guarda suas economias no exterior. “Não acredita nem na economia do País onde ele é ministro. Mantém dinheiro no exterior para se proteger em dólar”, observa o deputado. “Enquanto isso, o pobre passa por dificuldades. O trabalhador tem que escolher o que comprar no mercado por causa da alta da inflação”.

Para Romanelli, o próximo ano deve ser melhor que o atual do ponto de vista da saúde. “2021 foi um ano difícil. Houve um número absurdamente elevado de mortes por conta da covid-19. Foi caótico do ponto de vista da saúde pública. Felizmente a vacinação está dominando a pandemia, mas ainda precisamos nos cuidar”, declarou o deputado.

Mudança no modelo tributário do Brasil

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) considera que o sistema tributário brasileiro privilegia os mais ricos e deveria ser mudado. “Tem que parar de cobrar imposto dos pobres e cobrar mais dos ricos”, afirmou. “O Brasil é o único país do mundo que não cobra imposto sobre dividendos e isso beneficia quem tem maior poder aquisitivo”.

O parlamentar também fez críticas ao sistema de benefícios e de isenções concedido pela União para os grandes grupos econômicos, salientando que faltam recursos para ajudar as famílias em vulnerabilidade social. “O governo federal não tem coragem de cortar subsídios para grandes grupos econômicos. É preciso mudar esta realidade”, pontuou ele em entrevista para a rádio Graúna, em Cornélio Procópio.

Segundo Romanelli, o País precisa enfrentar os desafios de mudança e também buscar alternativas para reduzir os impactos da inflação sobre a renda dos mais pobres. “Inflação de dois dígitos é altamente preocupante, come o salário do trabalhador pela perna”, considera o deputado. “É necessário que a política econômica assegure o bem-estar das famílias e gere emprego para as pessoas”.

Para Romanelli, a alta da inflação deve chegar inclusive ao agronegócio. “O produtor está com o cabelo em pé. A próxima safra já vai ter custos de produção subindo muito. Tem insumos que aumentaram de 30% a 40%, inclusive aqueles cotados em dólar”, afirmou. “Isso reduz as margens do agricultor e pode provocar mais alta de preços lá na ponta do consumo”, ponderou.

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