Economia com reforma da Previdência pode cair a R$ 850 bi em 10 anos

Bruno Boghossian - Folhapress e Thiago Resende - Folhapress

economia reforma previdência congresso Samuel Moreira Foto Pablo ValadaresCâmara dos Deputados

Em reunião com líderes partidários, o relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), indicou que a nova versão da proposta deve prever uma economia de aproximadamente R$ 850 bilhões em dez anos.

O texto original encaminhado pelo governo ao Congresso representava um corte de R$ 1,2 trilhão nas despesas previdenciárias em uma década.

Moreira, contudo, ainda estuda mudanças no relatório para tentar chegar a um valor próximo de R$ 950 bilhões. A meta dele era de R$ 1 trilhão, como deseja o ministro Paulo Guedes (Economia).

O governo propôs a criação de uma idade mínima para aposentadorias, que seria de 65 anos, se homem, e de 62 anos, se mulher. Além disso, determinou que ambos os sexos teriam que contribuir por 20 anos.

Uma das sugestões em análise pelo relator e pelo governo é que mulheres possam se aposentar após 15 anos de contribuição.

Além disso, durante a transição, a idade mínima para mulheres poderia ficar em 57 anos.

O relatório ainda está em elaboração. Na noite desta terça-feira (11), Moreira se reuniu com técnicos do Ministério da Economia e foi fechada uma versão.

O texto, porém, já sofreu alterações após a reunião com líderes na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Inicialmente, a equipe econômica e o relator queriam manter a criação de um novo regime de Previdência, a capitalização, no qual cada trabalhador faz a própria poupança.

Diante da resistência dos partidos, o relator indicou que vai retirar do texto a criação de um sistema de capitalização. Mas a equipe econômica tenta salvar essa parte da proposta.

A ideia, por ora, é que Moreira faça um anúncio ainda nesta quarta (12) sobre as principais mudanças na reforma da Previdência e, na quinta (13), leia o parecer na comissão especial da reforma da Previdência.

Devem ser excluídas da proposta as mudanças no BPC (benefício assistencial), pago a idosos, e o endurecimento das regras de aposentadoria rural.

Para professoras, a idade mínima de aposentadoria pode ficar em 57 anos.

As negociações sobre o principal projeto do governo em tramitação no Congresso devem se estender à tarde.

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