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Em cinco anos, participação feminina na engenharia aumenta 24% no Paraná

Foto: Divulgação

O número de Engenheiras tem crescido nos últimos anos, de acordo com levantamento do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR). A pesquisa aponta que o número de profissionais registradas no Conselho passou de 9.609, em 2014, para 12.546 neste ano – aumento de 24%. Na Regional de Curitiba do Conselho, existem 3.952 profissionais registradas.

O segmento que mais teve inserção de mulheres no Paraná é o de Engenharia Civil que aumentou 33% entre 2014 e 2018.  A inspetora da Câmara Especializada de Engenharia Civil do Crea-PR, Sandra Cristina Glinski, relata que quando cursou Engenharia Civil a sua turma era equilibrada entre acadêmicos do sexo feminino e masculino. “Sou da turma de 2010, e lembro que basicamente a sala era composta por metade homens e metade mulheres. Cada vez mais as mulheres estão buscando o seu lugar ao sol na Engenharia e mostrando que este não é um universo somente masculino. Especificamente na Engenharia Civil, o leque de mercado é muito amplo e, vejo que, muitas vezes, as mulheres desempenham certas atividades com mais facilidade, por serem mais observadoras e minuciosas”, aponta.

Outra atividade que vem crescendo exponencialmente nos últimos anos é a Engenharia de Segurança do Trabalho, que em nível estadual registrou aumento de 29% no registro de mulheres desde 2014. Para a inspetora do Crea-PR da Câmara Especializada de Agrimensura e Engenharia de Segurança do Trabalho, Andressa Haiduk, o aumento das exigências trabalhistas e fiscalizações contribuíram para que este segmento passasse a ser olhado com mais atenção pelos engenheiros e engenheiras. “Atualmente, muito se fala em eSocial e seu impacto nas empresas. Com este mercado em alta, as empresas passaram a trabalhar de forma preventiva e não somente na corretiva. O fato da atividade de Segurança do Trabalho ser tanto de campo como gerencial atrai um maior número de mulheres que cada vez mais ocupam cargos de chefia. No meio acadêmico também já vemos o crescente número de mulheres em praticamente todas as Engenharias, sendo a Engenharia de Segurança uma delas”, observa.

Apesar da procura crescente de mulheres pelas profissões das Engenharias, os homens ainda são maioria, representando uma proporção média de 85% para 15% em todas as atividades. Por este motivo, o Crea-PR tem aproveitado a procura cada vez maior de mulheres nas graduações e pós-graduações de Engenharias para estimular esta tendência por meio de ações pontuais.

Redação

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