A empresários, Alvaro Dias promete refundar a República

Roger Pereira


Convidado pelo G7 da economia paranaense, grupo de federações e associações do setor produtivo como indústria, comércio, agricultura e transporte, o senador Alvaro Dias, pré-candidato do Podemos à presidência da República disse que seu governo, se eleito, marcará a refundação da República, com o combate aos privilégios, à corrupção e ao gasto exagerado de recursos públicos.

“Eu falo em refundar a República, como um conjunto de mudanças que tem que começar pelo andar de cima: eliminando os privilégios das autoridades, reduzindo as estruturas desnecessárias, ociosas, paralelas, que estabelecem superposição de ação e custam muito caro ao contribuinte brasileiro.  Um Estado mais enxuto, mais econômico, mais qualificado tecnicamente , mais moderno, mais competente. Não só o Executivo, o Legislativo também. Começaremos a reforma pelo andar de cima, para depois chegar nos andares inferiores”, explicou o senador.

Para Alvaro, o Brasil tem três grandes desafios: produtividade a longo prazo, investimentos em médio prazo e esse desafio fiscal, que é o saneamento financeiro do Estado, sob pena de não arrancarmos para o futuro que merecemos. “Estamos mostrando a importância de as pessoas lúcidas do Brasil, de dentro ou fora da política tentarem intervir no processo, sendo protagonistas, porque se não houver essa influencia positiva, se a decisão for infeliz nas urnas, o Brasil vai continuar sangrando, vai continuar sofrendo. É um momento crucial. Temos que decidir se queremos uma nação envelhecendo na pobreza ou emergindo para um salto de desenvolvimento sustentável capaz de oferecer qualidade de vida a todos os brasileiros”.

O senador disse que a intervenção no Rio de Janeiro é a mais recente demonstração da falência do Estado brasileiro. “É uma confissão de impotência do governo. Resultado de sua incompetência e da corrupção, que empurrou o Brasil para esse estado de absoluta desarrumação. Nós não temos governo, há um caos na segurança pública. Onze cidades do Nordeste brasileiro estão entre as 50 mais violentas do mundo. Não é só o Rio de Janeiro. Na verdade, a autoridade faleceu no país. Não há autoridade. Quando a autoridade não se impõe, a marginalidade se sobrepõe. Não é uma intervenção que vai resolver o problema de segurança no Brasil”.

Aos empresários, Alvaro sustentou a necessidade de uma união das entidades paranaenses para transformar sua candidatura num projeto estadual. “Eu creio que os empresários possuem o seu patrimônio e desejam preservá-lo. Tal preservação passa pela decisão que tomaremos nas urnas. Se a decisão nas urnas for infeliz, certamente, esse patrimônio será delapidado. O Brasil não é um brinquedo a ser entregue nas mãos de principiantes ou incompetentes sem passado. Experiência administrativa e passado limpo são as exigências para a escolha de quem tirará o Brasil desta crise. E os empresários sabem disso. E, certamente, eles contribuirão para evitar a reedição da tragédia que estamos vivendo no Brasil”, afirmou.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal