Fábricas estimam alta de 11,4% no licenciamento de veículos novos

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) espera que as vendas de veículos novos em todo o..

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil - 08 de janeiro de 2019, 22:56

Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) espera que as vendas de veículos novos em todo o país cresçam 11,4% em 2019, com o licenciamento de mais de 2,860 milhões de unidades.

A expectativa é de que a produção também cresça até o fim deste ano, com aumento de 9% em relação ao ano passado. Quanto às exportações, no entanto, a estimativa é de queda de 6,2% em comparação a 2018, disse hoje (8) Antonio Megale, presidente da entidade.

“Acreditamos que as reformas irão acontecer, principalmente a da Previdência, qualquer que seja essa reforma, mais ou menos profunda. Acreditamos também que a inflação continuará controlada e que os juros continuarão baixos. Nós temos uma situação boa de crédito, já que o nível de inadimplência está muito baixo, o mais baixo dos últimos anos. Com isso, os bancos estão mais dispostos a emprestar dinheiro. E estamos apostando no crescimento do PIB foram licenciados no país, segundo dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) e Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), aumento de 14,6% em comparação a 2017.

É o terceiro ano consecutivo de crescimento na produção e no mercado, que vinha apresentando queda desde 2012.

“Foi um número positivo, acima de nossas expectativas. A gente estava prevendo um crescimento de 13,7% e o total superou, o que foi muito positivo”, disse a Anfavea.

Considerando-se apenas o licenciamento de veículos novos nacionais, 2.255.926 veículos foram licenciados no país com aumento de 13% em comparação a 2017.

Quanto às exportações, houve queda de 17,9% em 2018, com 629.175 unidades exportadas. “Infelizmente, nosso principal mercado, que é a Argentina, está tendo algumas dificuldades e teve uma retração importante, principalmente no segundo semestre. Com isso, exportamos menos”, finalizou.

Em relação aos empregos, o total de pessoas empregadas no setor caiu 0,6% em dezembro na comparação com novembro e de 1,7% em relação a dezembro do ano passado.