Governo e servidores criam grupo de trabalho para definir pagamento de pendências

Roger Pereira


Servidores e governo vão definir como será aplicado R$ 1,4 bilhão, previsto para 2017 pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Um grupo de trabalho foi definido na mesa de negociação desta segunda-feira (7) entre Fórum das Entidades Sindicais (FES) e secretários de estado. O coletivo terá até o dia 19 para apontar as reivindicações que serão atendidas.

Formado por integrantes das secretarias da Administração e da Previdência (SEAP) e da Fazenda (SEFA), junto com cinco representantes do FES, o grupo se reúne já nesta terça-feira, dia 08, às 14 horas, na SEAP, para iniciar a discussão ponto a ponto das reivindicações.

“Esse grupo tem até o dia 18 de novembro para apresentar propostas no papel, para que possamos avançar e encontrar solução para as questões. Essas propostas serão apresentadas aos secretários que fizeram parte da reunião”, disse o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni.

Além do reajuste, servidores querem que o governo quite todas as pendências financeiras com o funcionalismo. O grupo vai definir todas as propostas que serão cumpridas pelo governo entre progressões, promoções, vale-alimentação e a equiparação de remuneração com o salário mínimo.

O governo sinalizou que vai aceitar a proposta, mesmo mantendo posição contrária ao pagamento da data base. No entanto, justificou o dia 20 de novembro como limite para reapresentar emendas à LDO, prazo estabelecido após a retirada do artigo 33, e “regimental da Assembleia Legislativa para apresentação de propostas”.

Para o FES, o governo tem condições de absorver todas as demanda em débito com servidores. Os cálculos apontam para crescimento da arrecadação e a possibilidade de o valor de 1,4 bilhão de reais ser superado. O próprio secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, reconheceu na reunião de hoje que os recursos destinados aos servidores podem aumentar.

O secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, voltou a reiterar que não há margem para assumir o reajuste e mais os avanços de carreira, por conta do risco do estado perder o equilíbrio financeiro, como já ocorre com a maioria das unidades da federação. “Não podemos arriscar perder o equilíbrio conquistado em 2015 e 2016. Não podemos perder o rumo”, afirmou. “Não podemos oferecer mais do que nossa capacidade”, reiterou Valdir Rossoni.  O Estado propõe direcionar R$ 1,4 bilhão, a partir do início do próximo ano, para promover o avanço na carreira do funcionalismo. Na apresentação feita aos servidores, durante a reunião, Mauro Ricardo mostrou que, com esse pagamento, a média de remuneração dos professores passará de R$ 2.115, em abril de 2010, para R$ 5.213 em 2017, o que representará um ganho real de 58%.

Previous ArticleNext Article
Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal