Greve fecha parte do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá

Jordana Martinez

Foto: Ivan Bueno/APA

A greve nacional dos caminhoneiros começa a afetar a movimentação de cargas no Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) informou, nesta quarta-feira (23), que devido aos baixos estoques, paralisou parte das atividades do Corredor de Exportação. Dos três berços de atracação do Corredor, um está fechado.

“Depois de três dias de paralisação total das atividades rodoviárias, que correspondem a 80% do volume de carga operada pelo porto paranaense, um dos três berços do Corredor de Exportação – responsável pelo escoamento de grãos – já parou de operar por desabastecimento. Isso acontece porque o porto deixou de receber 70 mil toneladas diárias de soja que desceriam a serra para abastecer os armazéns locais da retaguarda portuária”, diz a nota.

Em três dias de paralisação dos caminhoneiros, mais de 180 mil toneladas de soja já deixaram de dar entrada nos armazéns, o equivalente a três navios. De acordo com a Appa, nenhum caminhão deu entrada no Pátio de Triagem do porto, quando o normal seria que 1.900 caminhões chegassem por dia a Paranaguá.

De acordo com a Appa, nesta terça-feira (22), os caminhoneiros que fazem o transporte de fertilizantes também aderiram à greve e com isso, mais nenhum navio de adubo descarrega no Porto de Paranaguá.  Segundo a Appa, a cada dia de paralisação, 25 mil toneladas de fertilizantes deixam de ser descarregadas.

Veja a nota na íntegra:

“A greve nacional dos caminhoneiros nas estradas brasileiras já impacta nas operações de cargas no Porto de Paranaguá.  Depois de três dias de paralisação total das atividades rodoviárias, que correspondem a 80% do volume de carga operada pelo porto paranaense, um dos dois berços do Corredor de Exportação – responsável pelo escoamento de grãos – já parou de operar por desabastecimento. Isso acontece porque o porto deixou de receber 70 mil toneladas diárias de soja que desceriam a serra para abastecer os armazéns locais da retaguarda portuária.

Como a vazão de embarque dos navios tem uma média diária de 85 mil toneladas nesta época do ano, auge do escoamento da safra, os estoques locais já estão baixos, insuficientes para que novos navios sejam carregados.
São mais de 1,9 mil caminhões que deixam de dar entrada no porto diariamente por conta da paralisação. Levando em conta que a manifestação teve início no início da manhã de segunda-feira (21), já são mais de 180 mil toneladas que seriam exportadas que deixaram de dar entrada no Porto de Paranaguá, o equivalente a três navios repletos de grãos.

Por conta disso, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), deixou de liberar novas senhas para caminhões descarregarem no porto até que as atividades dos caminhoneiros sejam retomadas, com a finalidade de evitar filas quando os carregamentos forem normalizados. Atualmente, o Porto de Paranaguá conta com uma escala de agendamento dos quase 2 mil caminhões que descarregam nos terminais diariamente para facilitar a logística de acesso à cidade. Este sistema extinguiu as filas de caminhões que aconteciam na BR-277 até 2011.

A importação de fertilizantes também foi interrompida com a adesão à greve dos motoristas que fazem o transporte desta carga entre o cais e os armazéns a partir desta terça-feira. Com isso, 25 mil toneladas de fertilizantes deixam de descarregar diariamente dos navios que estão atracados no porto.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) espera, assim como todos impactados pela paralisação no Brasil, que medidas sejam tomadas para evitar ainda mais impactos no setor.”

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Jordana Martinez
Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.