Impeachment de Dilma gera expectativa e dólar sobe

Confira o boletim de abertura de mercado desta terça-feira (30), com o superintendente regional de câmbio da SLW, João P..

Mariana Ohde - 30 de agosto de 2016, 08:25

Confira o boletim de abertura de mercado desta terça-feira (30), com o superintendente regional de câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Corrêa:

O dólar iniciou a semana volátil, ainda ecoando as palavras do vice-presidente do FED, Stanley Fischer, que, na sexta-feira, cogitou a possibilidade de dois aumentos de juros nos EUA este ano. A moeda norte-americana abriu em forte alta, em linha com o comportamento da divisa no exterior. Entretanto, os dados mistos da economia dos Estados Unidos, divulgados ontem de manhã, reduziram a valorização do dólar ante a maioria das moedas fortes e emergentes. Mas nada comparado à valorização do real com suas moedas pares. Aqui, o dólar, depois de chegar ao patamar próximo de R$ 3,29, engatou um viés de queda, com agentes domésticos cada vez mais confiantes no afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff. Fica a expectativa de que Michel Temer, como presidente efetivo, poderá dar início à recuperação econômica do país, algo que será cobrado intensamente por agentes do mercado financeiro local. Diante da perspectiva de mudanças, a moeda americana encerrou o pregão desta segunda-feira cotada em R$ 3,2345, queda de 1,03%.

Hoje, as principais bolsas europeias se recuperam com a alta do preço do barril de petróleo, enquanto os futuros americanos operam com leve queda em um movimento de realização de lucros. O dólar segue fortalecido ante a maioria das moedas fortes e emergentes. Internamente, o foco continua em Brasília, na reta final do processo de impeachment de Dilma Rousseff. A votação final do processo, que tende a consolidar Michel Temer na Presidência, deve acontecer até a madrugada desta quarta-feira.

Diante de uma semana ainda repleta de indicadores importantes nos Estados Unidos, o mercado financeiro doméstico antecipou o desfecho do processo de impeachment ontem, com dólar em queda e bolsa em alta.

Hoje, a influência externa pode interferir nessa tendência, já que a divisa dos EUA segue fortalecida e o mercado começa a comprar uma postura mais incisiva de Temer em relação às medidas do ajuste fiscal. A trégua da dúvida acabou e agora o governo tem que mostrar a que veio. O dólar deve abrir em alta, porém não descartamos volatilidade, especialmente à tarde, quando investidores começam a preparar o terreno para a formação da PTAX de final de mês, a ser definida amanhã.

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