Inadimplência de consumidores volta a desacelerar, diz SPC

Redação


A inadimplência do consumidor voltou a dar sinais de desaceleração. De acordo com o indicador apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de brasileiros negativados atingiu 58,9 milhões no último mês de julho, o que representa 200 mil consumidores em situação de inadimplência a menos do que o registrado em junho (cerca de 59,1 milhões).

Apesar da queda, esse número é considerado elevado pelos economistas do SPC Brasil por representar 39,57% da população adulta do país.

Mesmo com a discreta queda na estimativa de brasileiros negativados na passagem de junho para julho, o volume de consumidores inadimplentes aumentou 1,99% no último mês frente julho de 2015. Essa foi a terceira desaceleração consecutiva do indicador na base anual de comparação.

Segundo o SPC Brasil, os dados não levam em consideração a região Sudeste por conta da entrada em vigor da Lei Estadual nº 15.659, conhecida como ‘Lei do AR’, que dificulta a negativação de inadimplentes em São Paulo.

Água e luz lideram crescimento

Segundo o SPC Brasil, a abertura do indicador de dívidas em atraso por setor da economia mostra que o brasileiro ainda enfrenta dificuldades para realizar o pagamento de contas básicas. O maior avanço no número de dívidas foi com as empresas concessionárias de serviços como água e luz, cuja alta atingiu 8,33% na comparação anual.

“Além da maior dificuldade do consumidor em arcar até mesmo com suas contas básicas, em meio à crise econômica, as empresas desses serviços mostram mais disposição em negativar os consumidores inadimplentes como forma de acelerar o recebimento dos compromissos em atraso. Tem se tornado mais comum que essas empresas negativem o Cadastro de Pessoa Física (CPF) do residente antes de realizar o corte no fornecimento”, afirma a economista-chefe Marcela Kawauti, em nota.

As dívidas com os bancos crescerem 2,48%, ao passo que os atrasos junto ao comércio avançaram 1,42% na base anual de comparação. O único setor em que houve queda na quantidade de novas dívidas registradas foi o de comunicação, que engloba TV por assinatura, internet e telefonia, com recuo de 5,17%.

Da Agência Brasil

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