Inflação e juros: como driblá-los no financiamento imobiliário

Compras que em andamento precisam se encaixar durante a readequação de orçamentos. Bancos criaram alternativas para reduzir a inadimplência.

Redação - 28 de abril de 2022, 13:34

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)
(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A inflação, os juros e os custos da construção civil estão em alta em 2022. O financiamento imobiliário que já está em andamento, por exemplo, precisa encaixar nessa readequação de orçamentos. Saiba na sequência como driblar os fatores que desaceleram o mercado.

De acordo com o CEO da JBA Imóveis, Ilso Gonçalves, a resposta é estudar as opções que surgiram nos mais de dois anos de pandemia; colocar tudo na ponta do lápis e fazer ajustes.

Prevendo a alta da inflação e o aumento dos juros, os bancos brasileiros criaram alternativas para reduzir a inadimplência, como pausas temporárias nas prestações de imóveis, redução do valor das mensalidades e renegociação de saldo devedor.

"O momento é oportuno para se debruçar sobre tudo o que está disponível, fazer contas e abraçar as oportunidades. Há condições favoráveis para a compra da casa própria agora e não convém esperar”, avalia. 

Segundo o analista, compreender o impacto da alta da taxa básica de juros da economia (Selic) na compra do imóvel é um importante ponto de partida para o comprador que está inseguro com o momento econômico brasileiro. O indicador não tem influência direta nos juros de financiamento.

Mesmo com a Selic subindo de 2% para 11,75% ao ano, não é esse o percentual da alta nos financiamentos, que tiveram taxas com crescimento entre 1,8% e 2% no período, dependendo do perfil do cliente.

“Se levarmos em conta o percentual de valorização dos imóveis nos últimos 20 anos, com elevação de 10% ao ano no preço de venda, o financiamento imobiliário continua vantajoso não apenas para quem deseja sair do aluguel, mas também para quem investe no ramo”, ressalta. 

AS TAXAS DE JUROS NO FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO

O consumidor encontra financiamento imobiliário, hoje, com taxas de juros a partir de 8,7% ao ano, além da taxa referencial, que está em torno de 0,7% ao ano. Na soma total, isso significa 9,4%: uma taxa alta, mas abaixo dos patamares já atingidos em 2008.

De acordo com o especialista, as oscilações das taxas são inevitáveis, mas isso não significa que o financiamento assumido deva ficar engessado com a taxa alta do momento da assinatura contratual.

"Se as taxas ficarem abaixo do que estão hoje, o cliente pode pedir para o próprio banco fazer a portabilidade do financiamento. Também é possível pesquisar condições mais favoráveis em outras instituições financeiras para fazer a portabilidade para outro banco e, com isso, reduzir as taxas. Outra opção é usar o consórcio contemplado de imóveis para a quitação do financiamento”, conclui.