IPCA sobe 0,53% em junho e alcança 8,35% em 12 meses

Leonardo Vieceli - Folhapress

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O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve variação de 0,53% em junho. O resultado ocorreu após avanço de 0,83% em maio, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (8).

O IPCA é o indicador oficial de inflação do país. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam alta de 0,59% no sexto mês do ano.

Com o resultado, o IPCA chegou a 8,35% no acumulado de 12 meses. Ou seja, ampliou a distância em relação ao teto da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central). No acumulado até maio, a variação estava em 8,06%.

Em 2021, o teto da meta de inflação em 12 meses é de 5,25%. O centro é de 3,75%.

Ao longo da pandemia, o IPCA ganhou corpo com a disparada de preços de alimentos e, em seguida, de combustíveis. Alta do dólar e avanço das commodities ajudam a explicar o comportamento dos preços.

Não bastasse essa combinação, a crise hídrica também passou a ameaçar o controle da inflação. É que a escassez de chuva eleva os custos de geração de energia elétrica no país. O reflexo é a conta de luz mais cara nos lares dos brasileiros.

Além de pesar no orçamento das famílias, a alta nas tarifas de energia também eleva os custos de operação de empresas, que podem repassar parte do impacto para os produtos finais. A situação ocorre no momento em que o consumo é desafiado pelo desemprego em nível recorde no Brasil.

Em uma tentativa de frear a inflação, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) voltou a subir a taxa básica de juros em junho. À época, confirmou aumento de 0,75 ponto percentual na Selic.

Com a elevação, a taxa alcançou 4,25% ao ano. Após a reunião de junho, o Copom sinalizou nova alta na mesma magnitude em seu próximo encontro, em agosto, o que levaria a Selic para 5%.

Analistas do mercado financeiro projetam IPCA de 6,07% ao final de 2021. Ou seja, acima do teto da meta. A estimativa integra a edição mais recente do boletim Focus, divulgada pelo BC na segunda-feira (5).

Novas pressões sobre os preços seguem no radar de analistas. Em São Paulo, o mês de julho começou com tarifaço, que incluiu aumento em contas de luz e pedágio.

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