Juiz mandar soltar sete presos na Operação Trapaça

Roger Pereira

O juiz federal André Wasilewski Duszczak, da 1ª Vara Federal de Ponta Grossa, expediu, nesta sexta-feira, alvará de soltura para sete presos na Operação Trapaça, a segunda fase da Operação Carne Fraca, deflagrada na última segunda-feira. O magistrado revogou a prisão temporária do ex-presidente da BRF, Pedro de Andrade Faria e do diretor jurídico da empresa, Luciano Bauer Wienke.

A outros cinco presos, todos ligados à holding que agrega Sadia e Perdigão, o magistrado determinou medidas cautelares alternativas à prisão, levando em conta o fato de eles ainda aturarem na companhia e, por isso, haver o risco de reincidirem na conduta criminosa ou, ainda, influenciarem testemunhas ou prejudicarem a investigação com omissão de provas.

Assim, o juiz estabeleceu ao diretor da BRF, André Luis Baldissera, a seu gerente agropecuário, Délcio Luiz Goldoni e aos executivos Fabiana Rassweiller de Souza, Harissa Silvério El Ghoz Frausto e Hélio Mendes dos Santos Júnior a proibição de ingressar em qualquer instalação da companhia e de seus fornecedores e suspendê-los de suas atividades profissionais.

BRF foi o principal alvo da 3ª fase da Carne Fraca, que recebeu o nome de Operação Trapaça, deflagrada na segunda-feira pela Polícia Federal (PF). O grupo é investigado por fraudar resultados de análises laboratoriais relacionados à contaminação pela bactéria Salmonella pullorum. As fraudes foram constatadas entre 2012 e 2015. Onze pessoas tiveram mandado de prisão decretado, entre elas ex-executivos do grupo.


Na ocasião, a BRF informou, em nota, que “a companhia segue as normas e regulamentos brasileiros e internacionais referentes à produção e comercialização de seus produtos, e há mais de 80 anos a BRF demonstra seus compromissos com a qualidade e segurança alimentar, os quais estão presentes em todas as suas operações no Brasil e no mundo”.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal
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