Juros do cartão de crédito e cheque especial batem recorde histórico, alerta BC

Fernando Garcel


Segundo informações do Banco Central, os juros médios cobrados pelos bancos em operações com cartão de crédito e cheque especial avançaram e bateram um recorde histórico em maio deste ano.

Os dados divulgados nesta segunda-feira (27) revelam que os juros cobrados no cheque especial subiram de 308,7% para 311,3% ao ano, a maior taxa desde julho de 1994. Só neste ano, a raxa subiu 24,3% e, nos últimos 12 meses, 79,3%. Com o cartão de crédito a situação não é muito diferente, o juros do rotativo, acionado quando o cliente não faz o pagamento do valor total da fatura, subiu de 452,4% para 471,3% ao ano, a modalidade de crédito mais cara no mercado.

Em outras operações de crédito para pessoa física, a taxa média de juros cobradas pelos bancos somou 129,9% ao ano em maio, contra 130,8% em abril. Apesar da queda de 0,9%, as taxas mantém um acúmulo de 12,2% no último ano.

A taxa média das compras parceladas com juros, do parcelamento da fatura do cartão de crédito e dos saques parcelados caiu 1,5 ponto percentual para 148,9% ao ano. A taxa do crédito pessoal, sem considerar operações consignadas (com desconto das prestações em folha de pagamento), caiu 0,9 ponto percentual para 129,9% ao ano. A taxa do crédito consignado caiu 0,1 ponto percentual para 29,6% ao ano.

A taxa média de juros cobrada das famílias subiu 0,7 ponto percentual para 71,7% ao ano. A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas subiu 0,1 ponto percentual para 6,3%. No caso das empresas, a taxa de inadimplência subiu 0,3 ponto percentual para 5,4%. A taxa média de juros cobrada das pessoas jurídicas caiu 0,5 ponto percentual para 30,6% ao ano.

Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) a taxa de juros para as pessoas físicas subiu 0,4 ponto percentual para 10,4% ao ano. A taxa cobrada das empresas subiu 0,2 ponto percentual para 11,8% ao ano.

O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos subiu 0,1%, em maio, quando ficou em R$ 3,144 trilhões. Esse valor correspondeu a 52,4% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB), ante o percentual de 52,6% registrado em abril deste ano.

 

 

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