Curitiba prevê R$ 9,7 bilhões em receitas e despesas para 2023

O aumento de 7,3% em relação ao orçamento deste ano leva em conta a previsão do aumento do PIB brasileiro, a inflação e a taxa básica de juros

Redação - 02 de julho de 2022, 10:00

Carlos Costa/CMC
Carlos Costa/CMC

Com previsão de um orçamento líquido de R$ 9,7 milhões, foi sancionada pelo prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PSD), a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para o ano de 2023. Houve um crescimento de 7,3% na comparação com a LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2022.

Segundo a prefeitura, as estimativas tomam como base a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 1,30% para o Brasil, um índice de inflação, medido pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), de 4,98%, e uma taxa de juros básica da economia (Selic) em 10,83% ao ano.

A LDO serve como base para a Lei Orçamentária Anual que será votada pela Câmara no encerramento do ano legislativo e definirá o orçamento de 2023.

RECEITAS

Para 2023, as receitas correntes são estimadas em R$ 9,18 bilhões, e de capital, R$ 533,5 milhões. As receitas intraorçamentárias devem totalizar R$ 1,32 bilhão. Desta forma, o orçamento líquido é de R$ 9,7 bilhões.

Como vem ocorrendo nos últimos anos, Curitiba tem garantido a maior parte do seu orçamento com recursos próprios do município. Das receitas correntes, R$ 5,58 bilhões (58% do total) devem vir do município, R$ 1,46 bilhão de transferência da União (15,9%) e R$ 1,31 bilhão de transferências do Estado (13,6%)

A projeção é de uma arrecadação de Imposto sobre Serviços (ISS) – principal fonte de recursos do município - de R$ 1,79 bilhão, receitas de IPTU de R$ 1,2 bilhão, e de ITBI de R$ 420 milhões.

INVESTIMENTOS

Do ponto de vista das despesas, estão previstos gastos correntes (R$ 9,73 bilhões), de capital (R$ 1,212 bilhão) e reserva de contingência (R$ 89,1 milhões).

Para 2023, a previsão é investir R$ 658,2 milhões – 19% mais do que os projetos na LDO 2022 (551,5 milhões).

Do total de investimentos previstos para 2023, R$ 128,25 milhões são de recursos de Tesouro e R$ 523 milhões de outras fontes, principalmente operações de crédito e programas.

Entre os investimentos, estão incluídos vários projetos que devem melhorar a vida da população, como pavimentação, construção de unidades habitacionais, implantação de calçadas, ciclovias, revitalização de parques e bosques, reforma de escolas, ampliação e modernização do parque de iluminação pública.

Nessa lista estão ainda o projetos de grande porte, como o do Inter II, da Linha Verde Norte-Sul, a construção da Rua da Cidadania da CIC, gestão de risco climático do Bairro Novo do Caximba; programas de pavimentação, drenagem, iluminação, dentre outros.

Entre os gastos correntes, R$ 5,6 bilhões são destinados a custos de pessoal e encargos, juros e encargos da dívida (R$ 109,6 milhões) e outras despesas (R$ 4,02 bilhões).

Entre as despesas de capital, as inversões financeiras representam R$ 218,8 milhões e amortização de dívida de R$ 335,1 milhões.