Locações comerciais reanimam imobiliárias

Narley Resende


Metro Jornal Curitiba

Depois dois anos de marasmo devido à crise econômica, a procura pelos aluguéis de imóveis comerciais vêm dando sinais de retomada, e animando as imobiliárias na cidade.

“Em julho nós tivemos uma melhora boa no setor de comerciais. Ao que parece o pessoal está se sentido mais confiante, talvez vendo uma luz no fim do túnel”, opina Andrea Baggio, presidente da Rede Imóveis, que reúne 14 imobiliárias de Curitiba.

Como exemplo positivo, ela cita um imóvel de alto valor que foi recém alugado por R$ 30 mil. O local estava vazio há meses. “Estamos percebendo que muitas pessoas voltaram a abrir seus próprios negócios”, diz.

Em maio, foram lançadas 285 salas comerciais novas na cidade – foi o primeiro empreendimento do tipo desde dezembro de 2016. Apesar disso, o diretor de Relações Institucionais da Ademi (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná), Marcelo Gonçalves, diz que ainda é cedo para falar em uma retomada do setor. “As empresas voltaram a investir, mas em nichos que foram identificados no mercado”, destaca ele.

Como nichos em alta, Gonçalves cita os imóveis populares (em que praticamente 100% das unidades são financiadas) e os apartamentos de alto padrão.

“Nos comerciais ainda há um bom estoque para ser vendido. Além disso é um setor que foi diretamente afetado pela crise”, diz.

Marcelo avalia que apesar da desaceleração o mercado imobiliário está saudável. Prevendo a queda nas vendas, as construtoras promoveram uma expressiva redução nas construções, com isso o número de apartamentos novos à venda vêm reduzindo drasticamente – e os preços se mantiveram praticamente estáveis.

“Houve uma redução de mais de 50% dos imóveis em estoque. Hoje temos 7 mil apartamentos à venda, enquanto são vendidos em média 5 mil ao ano”, compara.

 

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