Londrina exporta produtos e tecnologias para mais de 80 países

Redação

Por Sebrae-PR

O mercado internacional já é responsável por boa parte do faturamento de algumas empresas de Londrina e região. Elas se destacam lá fora através da comercialização de produtos e soluções inovadoras.

As tecnologias desenvolvidas em solo pé-vermelho chegam a mais de 80 países em todas as partes do mundo.

De olho nesse potencial, a Regional do Sebrae/PR, em Londrina, lançará, em 19 de junho, às 8h30, o Programa de Internacionalização de Empresas. O objetivo é preparar os pequenos negócios para consolidar e ampliar processos de exportação.

A consultora do Sebrae/PR, Simone Millan, diz que um dos focos da entidade será trabalhar o acesso a mercado. “Vamos focar nas empresas que desejam exportar, mas que ainda estão em estágio inicial”, conta. O programa terá duração de 18 meses e disponibilizará consultorias especializadas e capacitações para a conquista de novos mercados. O trabalho será dividido em duas etapas, sendo a primeira, de junho a novembro deste ano, para a elaboração do plano de exportação individual e treinamentos. A segunda, de fevereiro a julho de 2020, será para a execução da estratégia.

Empresas londrinenses que já consolidaram suas marcas no mercado externo elencam uma série de vantagens da internacionalização. O diretor-executivo da Indrel Scientific, João Fernando Rapcham, conta que o departamento de exportação foi estruturado no ano 2000. A empresa, do setor eletrometalmecânico, está no mercado há 53 anos e é especializada no desenvolvimento e fabricação de produtos de refrigeração científica para as áreas médico-hospitalar, laboratorial e de pesquisas científicas. “Hoje, o nosso foco está no mercado das Américas Latina e Central. Exportamos para aproximadamente 20 países”, conta.

Rapcham diz ser fundamental o estudo e a análise do mercado externo para a consolidação do processo. “Tem que estudar normativas, melhorar a qualidade dos produtos. Isso trouxe muita bagagem pra gente”, cita. Para ele, é importante que, antes de começar a exportar, as empresas busquem posicionar melhor a marca no mercado interno. Outra dica é definir um foco e, neste caso, a operação logística pode guiar a estratégia. A internacionalização, segundo ele, tira um pouco da dependência do mercado nacional, que costuma ser mais instável. “Mas se a empresa está mal no Brasil, tentar ir para fora não é a solução”, avisa.

O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Angelus, César Eduardo Bellinati, conta que o processo de internacionalização da empresa do setor de saúde começou a partir da participação em congressos internacionais. “Começamos a perceber o interesse de distribuidoras na América Latina pelos nossos produtos”, lembra. A Angelus é uma indústria que pesquisa, desenvolve, fabrica e comercializa produtos na área odontológica há 25 anos. O investimento começou em 2002, mas o departamento de exportação só começou a dar retorno a partir de 2006, segundo Bellinati. “Os pedidos foram crescendo gradualmente. Hoje, 50% do nosso faturamento vêm da exportação. Atendemos mais de 80 países e nossos principais clientes são países como Japão, França, Estados Unidos e México”, afirma.

Bellinati ressalta que o retorno do trabalho é de médio e longo prazo, mas promove a competitividade. “O processo de exportação só trouxe benefícios. Nos deu proteção contra problemas eventuais no mercado interno. O câmbio favorável torna nosso produto atrativo no mercado, mas, na saúde, não adianta apenas ter o melhor preço. Concorremos pela diferenciação do produto. O dólar nos favorece, mas a tecnologia embarcada é quem nos dá competitividade”, argumenta.

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