Mercado acompanha votação na Câmara nesta quarta-feira

Mariana Ohde


O dólar fechou a sessão desta terça-feira (12) em R$ 3,2943, recuo de 0,41%, mantendo-se estável em relação às semanas anteriores. Nesta quarta-feira (13), apesar da agenda movimentada no exterior, o mercado deve permanecer atento à votação para a escolha do sucessor de Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados.

Saiba mais no boletim de abertura de mercado de hoje, com o superintendente regional de câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Corrêa:

O dólar operou em queda durante todo o pregão de ontem, em linha com o comportamento da divisa no exterior. A forte alta de mais de 4% no preço do barril de petróleo e a expectativa de mais estímulos no Japão desvalorizaram o dólar globalmente. Aqui, a atuação do Banco Central no mercado de câmbio apenas limitou uma queda mais acentuada da moeda norte-americana, que fechou a sessão em R$ 3,2943, recuo de 0,41%.

Após o rali recente nas bolsas americanas e asiáticas, na expectativa de novos estímulos no Japão e na China, os futuros de Nova York e as principais praças europeias tentam dar continuidade ao movimento hoje, porém com menor tração. Os dados ruins do comercio exterior da China estão no radar dos investidores internacionais. A posse da primeira-ministra da Inglaterra, Theresa May, é bem recebida pelos mercados com a percepção de que após o BREXIT, os próximos passos para a saída do Reino Unido da União Europeia devem ficar mais claros. Na agenda internacional, o destaque fica por conta da divulgação do Livro Bege pelo Banco Central americano, e deve vir em linha com o discurso mais “dovish” do FED. O preço do petróleo cai com um movimento de realização de lucros após os fortes ganhos da sessão anterior e avanço nos estoques americanos. O dólar tem direção divergente ante as moedas emergentes.

Internamente, os players domésticos devem deixar o exterior em segundo plano e concentrar suas atenções na votação do novo presidente da Câmara, hoje, às 16hs, cujo resultado será crucial para o governo Temer aprovar medidas importantes do ajuste fiscal no Congresso. Na reta final o PMDB anunciou o nome de Marcelo Castro à sucessão de Eduardo Cunha, evidenciando o racha na base aliada. A decisão preocupa o Planalto e evidencia o descontentamento do partido com o governo de Michel Temer. Lembrando que Marcelo Castro foi Ministro da Saúde de Dilma Rousseff e chegou a deixar o cargo para votar contra o impeachment da petista. Diante das incertezas políticas na votação de hoje, os agentes financeiros locais devem ficar na retaguarda e manter o viés de cautela até a divulgação do novo nome a presidência da Câmara.

Acompanhe os dados do mercado em www.slw.com.br

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Repórter no Paraná Portal
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