Mercado financeiro aponta que inflação deve fechar o ano em 8,59%

Folhapress

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As instituições financeiras consultadas pelo boletim Focus agora preveem que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação das famílias, deve fechar o ano com alta acumulada de 8,59%, segundo divulgado nesta segunda-feira (11).

É a 27ª elevação consecutiva da projeção. A inflação prevista é 0,08 ponto percentual maior do que a da última semana, quando o índice ficou em 8,51%. As informações são da Agência Brasil.

A meta de inflação de 2021, perseguida pelo BC, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Para 2022, a estimativa de inflação subiu para 4,17%, ante os 4,14% registrados na semana passada. É a 12ª alta seguida na projeção, que está ligeiramente acima da meta para o próximo ano.

Para 2023 e 2024, as previsões são de 3,25% e 3%, respectivamente, as mesmas da semana passada.

O boletim Focus registrou também aumento na projeção do câmbio para este ano. Agora, o dólar deve fechar 2021 em R$ 5,25, ante R$ 5,20 do boletim da semana passada. Para 2022, a projeção é de que o câmbio também fique em R$ 5,25. Para 2023, R$ 5,10, e para 2024, R$ 5,08.

No boletim Focus desta semana, a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2021 foi mantida em 5,04%, a mesma pela quarta semana consecutiva. O índice mede a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para o próximo ano, o mercado diminuiu a expectativa de crescimento do PIB de 1,57% para 1,54%. Já para 2023, a previsão é de 2,50%.

Quanto à taxa básica de juros da economia, a Selic, a estimativa do mercado permanece a mesma há três semanas. Com isso, o boletim manteve a projeção de terminar o ano em 8,25%. Para 2022, o Focus prevê uma taxa de juros de 8,75% ao final do ano.

A taxa Selic é a principal ferramenta usada na política monetária do BC para conter a inflação. Em setembro, o Copom (Comitê de Política Monetária) aumentou a Selic de 5,25% ao ano para 6,25% ao ano.

Ao anunciar a decisão, o comitê já sinalizou que deve elevar a Selic em mais um ponto percentual na próxima reunião, marcada para o fim de outubro.

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