Mercado nacional e internacional reagem à Operação Carne Fraca

Plantao Agronegocio


Com a deflagração da Operação Carne Fraca pela Polícia Federal (PF) na última sexta-feira (17), o mercado de carnes a agropecuária já começa a sentir os primeiros impactos. As duas maiores empresas brasileiras do segmento sofreram queda na bolsa de valores assim que as notícias sobre o envolvimento no esquema de adulteração de alimentos começaram a ser divulgadas pela imprensa.

Entre mais de 30 empresas e frigoríficos alvos da primeira fase da investigação estão a JBS, proprietária das marcas Friboi e Seara, a maior empresa de carnes do mundo, e a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão. As ações de ambas sofreram desvalorização na BM&F Bovespa. A primeira teve baixas de 10,59% enquanto a segunda 7,25% dos papéis.

Além das duas gigantes do mercado de proteína animal, a operação da PF atingiu, também, todo o setor de carnes do país que representa aproximadamente R$ 180 bilhões e responsável por mais de 7 milhões de trabalhadores em todo o país.

Os reflexos das investigações colocam em risco os acordos de comércio que o Brasil tem com todo o globo.

Atualmente, as fazendas brasileiras são responsáveis por fornecer carnes para todo o mundo. O país é o segundo maior exportador de carne bovina do mundo e o maior de frango. Além disso ocupamos a quarta posição na exportação de carne suína. Os números representam mais de R$ 11,6 bilhões no último ano e 6,9% de tudo que é exportado pelo país.

A primeira reação veio por parte da União Europeia. Com os certificados de qualidade das carnes brasileiras colocadas sob suspeita, as negociações e o acordo de livre comércio com a Europa passa a ser ameaçado. No mesmo dia em que a operação foi deflagrada, a Confederação Europeia de Produtores Agrícolas apontou que estuda o caso e poderá restringir aberturas comerciais com o Brasil no setor de alimentos.

Operação Carne Fraca

A Polícia Federal  (PF) deflagrou nesta sexta-feira (17) a Operação Carne Fraca, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa liderada por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio.

A operação detectou, em quase dois anos de investigação, que as Superintêndencias Regionais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Paraná, Minas Gerais e Goiás atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público.

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