Mercado segue atento ao ajuste fiscal e dólar fecha novamente em alta

Confira o boletim de abertura de mercado desta sexta-feira (19), com o superintendente regional de câmbio da SLW, João P..

Mariana Ohde - 19 de agosto de 2016, 08:08

Confira o boletim de abertura de mercado desta sexta-feira (19), com o superintendente regional de câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Corrêa:

O dólar teve mais uma sessão de valorização ontem. Fatores externos e internos motivaram a manutenção de compra da moeda americana. Aqui, as incertezas com o ajuste fiscal continuam no radar dos agentes locais. A suspensão da votação da proposta de Emenda à Constituição que recria a Desvinculação de Receitas da União (DRU) foi o destaque desta quinta-feira, manobra feita pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, para evitar a terceira derrota do presidente e exercício, Michel Temer, na Casa.

Lá fora, depois da ATA do FED, considerada “dovish” pelos players de mercado, o presidente do FED de Nova York, Willian Dudley, manteve os investidores em alerta quanto à possibilidade de elevação de juros nos Estados unidos, ao mostrar confiança na recuperação econômica americana. Assim, o dólar finalizou o pregão desta quinta-feira cotado em R$ 3,2381, avanço de 1,02%.

Os mercados internacionais iniciam o pregão desta sexta-feira na defensiva, após comentários dos dirigentes regionais do FED de Nova York, Willian Dudley, e de São Francisco, John Willians, levando os investidores a apostar na proximidade de uma elevação dos juros nos EUA, apesar da ATA do BC americano ter deixado sinais opostos. As principais bolsas europeias e futuros americanos operam em queda e o dólar exibe valorização ante a maioria das moedas fortes e emergentes.

Internamente, os agentes domésticos devem reagir à redução no volume de contratos de swap cambial reverso ofertado pelo Banco Central no leilão de hoje, de 15 mil para 10 mil, após a moeda norte-americana engatar uma alta consecutiva de seis pregões. A divisa dos EUA começou a subir após comentários do presidente em exercício, Michel Temer, que revelou a preocupação do governo com a apreciação do real na semana passada e com o fato de o BC elevar em 50% o número de lotes ofertados nos leilões de swap cambial reverso. Mesmo com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, alegando que os leilões são para reduzir os estoques de swap e que o regime de câmbio no Brasil é flutuante, vai ser difícil convencer os participantes deste mercado de que não existe uma banda para a moeda americana ante o real, atualmente sinalizada pelo BC entre R$ 3,10 na mínima e R$ 3,25 na máxima.

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