Monitor do PIB aponta retração da economia no primeiro trimestre

Redação

O Monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta a retração da economia no primeiro trimestre deste ano de 0,1% se comparado ao mesmo período do ano passado. Com relação ao mesmo mês do ano anterior, a retração de 1,7% foi causada por quedas nas três grandes atividades econômicas sendo, principalmente, explicada pelo desempenho da indústria que caiu 5,0%, em março. Pela ótica da demanda houve crescimento apenas do consumo do governo (0,7%) e da importação (8,3%).

A análise gráfica desagregada dos componentes da demanda foi feita usando a série trimestral interanual por apresentar menor volatilidade do que as taxas mensais e aquelas ajustadas sazonalmente permitindo melhor compreensão da trajetória de seus componentes.

O Monitor do PIB-FGV estima mensalmente o PIB brasileiro em volume e em valor. O objetivo de sua criação foi prover a sociedade de um indicador mensal do PIB, tendo como base a mesma metodologia das Contas Nacionais do IBGE. Sua série inicia-se em 2000 e incorpora todas as informações disponíveis das Contas Nacionais (Tabelas de Recursos e Usos, até 2016, último ano de divulgação) bem como as informações das Contas Nacionais Trimestrais, até o último trimestre divulgado (quarto trimestre de 2018).

Em termos monetários, o PIB em valores correntes alcançou a cifra de aproximadamente 1 trilhão, 760 bilhões, 771 milhões de Reais no acumulado até o primeiro trimestre do ano.


Consumo das famílias

O consumo das famílias cresceu 1,6% no primeiro trimestre, em comparação ao mesmo trimestre de 2018. O consumo de serviços continua representando a maior contribuição para essa variação, tendo crescido 2,6%. Na comparação realizada na série livre de efeitos sazonais, a taxa de variação trimestral do consumo das famílias também é positiva (0,3%), apesar de ter piorado em março, na comparação com fevereiro (-0,5%).

Formação bruta de capital fixo

A Formação Bruta de Capital Fixo, cresceu 0,4% no primeiro trimestre, em comparação mesmo trimestre de 2018. Todos os componentes apresentaram contribuição positiva, mas chama atenção o declínio da taxa que atingiu seu ápice no trimestre findo em agosto de 2018 (8,5%), quando se considera o período pós recessão. O desempenho de máquinas e equipamentos, que era o grande responsável pelas altas taxas de variação do componente no ano passado, reduziu-se de 26,4% no trimestre findo em agosto de 2018 para 0,5% no primeiro trimestre desse ano.

Exportação

A exportação apresentou crescimento de 2,1% no primeiro trimestre, em comparação ao mesmo trimestre de 2018, desacelerando o ritmo de crescimento. Essa taxa é explicada pelo desempenho dos produtos da agropecuária (23,3%) e da extrativa mineral (19,5%). Em contrapartida, as exportações de serviços (-5,6%) e dos produtos industrializados (-5,0%) caíram no trimestre. Na comparação realizada na série ajustada sazonalmente, a exportação caiu 1,4% no primeiro trimestre, em comparação ao quarto trimestre de 2018.

Importação

A importação apresentou retração de -2,2% no primeiro trimestre, comparativamente ao mesmo trimestre em 2018. Os componentes que caíram foram: os serviços (-9,4%), os bens de consumo duráveis (-8,3%), os bens de consumo semiduráveis (-7,3%) e os bens intermediários (-0,6%).

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