Mulheres ganham até 13% menos que os homens no Paraná

Juliana Goss - BandNews FM Curitiba


As mulheres ganham até 13% menos que os homens no Paraná. De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho, divulgados nesta segunda-feira (22), o salário médio pago as mulheres ficou em R$ 2.786,52, enquanto o dos homens ficou em R$ 3.092,94. No ranking nacional, o Paraná é o oitavo estado onde a diferença salarial é maior.

Na avaliação do economista e professor universitário, Jackson Bittencourt, a escolha das profissões é um dos fatores que influencia nesse índice. Algumas áreas ainda são predominantemente ocupadas pelos homens, enquanto outras, por mulheres.

“Quando você desagrega esses dados, você percebe algumas coisas que não acontece só no Paraná, mas no Brasil e outros países como Estados Unidos. Quando você vai em um curso de engenharia civil você vê um ambiente predominantemente masculino, quando você vai em um curso de pedagogia você vê mais mulheres. Então a escolha da profissão faz com que o salário dos homens sejam mais altos que os das mulheres”, disse.

O levantamento do Ministério do Trabalho revela que a diferença salarial vem caindo gradativamente. De 2016 a 2017, foi registrado um aumento na remuneração média das mulheres de 2,6%, chegando a média de R$ 2.708, 71 enquanto a dos homens cresceu 1,8%, ficando em R$ 3.181, 87.

O economista Jackson Bittencourt destaca que as mulheres ainda enfrentam muitos obstáculos, principalmente para chegar a ocupar cargos mais altos nas empresas. No entanto, o mercado de trabalho tem apresentado mudanças significativas nas últimas décadas.

“Muitos cargos diretivos na maioria são de homens, isso tem a ver com a cultura do machismo. Não há dúvida que algumas sociedades tenha uma cultura machista, mas isso vem se reduzindo”, afirmou.

No ranking nacional, o Paraná é o oitavo estado com a maior desproporção salarial entre gêneros. São Paulo fica em primeiro lugar. Por lá, a diferença na remuneração dos homens e das mulheres chega a 19%. Na sequência vem Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Rondônia.

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