Novo Aeroporto Afonso Pena tem capacidade para 24 milhões de passageiros/ano

  A visão de planejamento futuro, sustentabilidade e preocupação com a saúde das pessoas, levaram arquitetos..

Pedro Ribeiro - 14 de outubro de 2016, 10:53

 

A visão de planejamento futuro, sustentabilidade e preocupação com a saúde das pessoas, levaram arquitetos e engenheiros que projetaram e executaram a ampliação do Aeroporto Afonso Pena, que deu a Curitiba o prêmio, por dois anos consecutivos, de o melhor aeroporto do Brasil, a criarem uma sala especial para quarentena ou atendimento a possíveis doentes que embarcam e desembarcam naquele aeroporto.

Este conceito foi destacado pelo superintendente do Aeroporto Afonso Pena, Antonio Paullu, ao se referir à obra, no seu todo, como moderna e eficiente. O novo aeroporto terá capacidade para atender 24 milhões de passageiros por ano que é a meta da Infraero.

O arquiteto Paulo José Malucelli, da JPP Malucelli, que participou do projeto e da obra, explica que a “sala de triagem” é necessária em obras públicas ou privadas, especialmente em aeroportos onde existe um fluxo muito grande de pessoas. A sala é flexível, móvel, podendo ser utilizada, também, para outras necessidades a critério da administração do Aeroporto, no caso a Infraero.

Equipada com cadeiras de rodas, macas, mini pronto-socorro e atendentes, o ambiente especial mostra que o Aeroporto Afonso Pena está preparado para primeiros socorros de pacientes com algum problema de saúde e também para o isolamento de passageiros com suspeitas de doenças infecciosas, como zika-virus, ebola e febre chikungunia.

Chamado de ala de quarentena pelos administradores do consórcio responsável pela obra, o espaço fica logo após a área de desembarque das aeronaves e tem toda a estrutura de contato e acionamento de ambulâncias para a eventual transferências dos passageiros que estejam infectados. Com novas alas e capacidade ampliada, o aeroporto recebe, em média, 7 milhões de passageiros ao ano.

O consórcio responsável pela obra, que começou em 2013, é formado pelas empresas Sial, representadas por Armando Nonesse, PJJ Malucelli, Paulo Malucelli e JL, por José Luiz Felix, respectivamente. Na última quinta-feira, os responsáveis pela ampliação do Afonso Pena reuniram funcionários e autoridades da Infraero para marcar a data de encerramento das obras.