Operação Óxido: empresários abriam e fechavam empresas para não pagar impostos

Roger Pereira e Francielly Azevedo - CBN Curitiba


O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) identificou uma conduta criminosa de uma grande empresa do ramo de metais localizada em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba para sonegar impostos. Segundo o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, a Operação Óxido identificou um grupo de pessoas que formavam sucessivas empresas atuavam por determinado período de tempo e as fechavam, deixando o passivo tributário para trás.

As dívidas de ICMS daquelas empresas, somem, porque elas estão em nome de pessoas sem capacidade financeira, que não são empresários, são laranjas, e o poder público fica com o prejuízo, enquanto essas pessoas vão fazendo patrimônio, enriquecem em prejuízo claro da concorrência com as empresas que tentam agir corretamente e dos empregados e credores”, conta o procurador.

Cinco empresas com essa atuação suspeita foram identificadas pela operação. “Existe uma empresa real, que funciona, que faz operações de compra e venda específicas, mas não emite documentação fiscal dela própria. Fornece nota de uma dessas empresas que vão ser fadadas a morrerem proximamente com seu passivo”, conta.

O Gaeco já identificou R$ 37 milhões em impostos sonegados por esse grupo, mas, com o material apreendido na operação desta terça-feira, o procurador acredita que se chegará a um montante muito maior. Nenhum mandado de prisão foi emitido, mas o Gaeco já identificou um grupo de três empresários e sete outras pessoas com papel secundário, que cederam os nomes para a abertura das empresas.

Previous ArticleNext Article
Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal