Otimismo dos empresários paranaenses cresce após dois anos e meio de quedas

Mariana Ohde


Os empresários paranaenses estão mais otimistas, é o que revela uma pesquisa realizada pela da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio). Depois de cinco semestres em queda, agora o setor prevê melhora nas vendas – 45% dos empresários têm expectativas favoráveis em relação ao segundo semestre de 2016.

Segundo o diretor de planejamento e gestão da Fecomércio, Rodrigo Rosalem, os possíveis avanços do governo federal estão retomando a confiança do empresariado. “Não dá para desassociar isso da questão da política econômica. A gente percebe uma retomada de confiança do empresário, inclusive, pelos sinais do que o governo interino pretende fazer na política econômica do país: redução das despesas do governo, busca pela retomada do superávit, controle da inflação. São sinais que que vamos voltar a ter uma política econômica mais apropriada para o tipo de mercado do Brasil”, explica.

Por outro lado, o diretor explica que ainda é grande o número de empresários que se enquadram na chamada “situação indefinida” – ou seja, ainda não sabem o que esperar dos próximos meses. “Nós ainda temos um índice relativamente grande – em torno de 29% – de empresários neste perfil, mas [esse índice] reduziu bastante em relação à pesquisa do primeiro semestre. Falávamos em 38%, agora estamos falando de 29%”, afirma.

Das seis principais regiões do Paraná, os empresários de Londrina e os da região oeste são os que apresentam maiores índices de expectativa favorável. Em Curitiba e região metropolitana, 43% dos empresários acreditam que o faturamento será melhor no segundo semestre. No levantamento anterior, esse índice era de 30%.

Setor mais otimista

Segundo o diretor da Fecomércio, o setor de turismo é o mais otimista no Paraná. “É o cenário mais favorável de todos. Nós estamos falando de 63% dos empresários do setor de turismo que veem uma perspectiva favorável”, afirma. Rodrigo explica que, em grande parte, a cotação atual do dólar tem desempenhado um papel importante neste cenário – na casa dos R$ 3, o Brasil se torna um destino mais econômico e atrativo para turistas estrangeiros.

Entre as viagens que mais contribuem para este crescimento, o diretor da Forma Turismo, Angelo Ruggero, destaca as viagens de formatura. Segundo Angelo, os jovens têm trocado as tradicionais festas pelas viagens. “Uma festa de uma noite, que duraria cinco ou seis horas, [é trocada] por uma semana de muita festa e curtição com os amigos. E os valores não são muito diferentes”, explica.

A previsão de crescimento para o mercado de turismo brasileiro é de 16% neste ano.

(Com informações da BandNews Curitiba)

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal