Ovos de Páscoa devem continuar menores neste ano

Com Vanessa Selicani, Metro ABCA Páscoa virá mais tarde neste ano, no dia 16 de abril, o que tem dado novo ânimo aos fab..

Mariana Ohde - 13 de fevereiro de 2017, 07:38

Com Vanessa Selicani, Metro ABC

A Páscoa virá mais tarde neste ano, no dia 16 de abril, o que tem dado novo ânimo aos fabricantes de chocolate. A expectativa é que, já longe das dívidas de janeiro, o consumidor tenha mais ânimo e tempo para comprar ovos. De olho nos novos hábitos dos brasileiros para se adaptar a crise econômica, as empresas, novamente, incrementam o portfólio, neste ano, com produtos menores. Desde 2015, diminuir os produtos tem sido a saída para driblar a crise econômica. De 2015 para 2016, a média de tamanho passou de 400g para 250g, tamanho que deve se manter em 2017.

“Lembrancinhas”, como ovinhos, cenouras e coelhinhos, chegam em peso até mesmo em marcas focadas na classe A, como a Kopenhagen. A Ferrero Rocher trará ao mercado o Grand Ferrero, uma versão em tamanho grande do bombom, mas menor e mais barato que o tradicional ovo de Páscoa. Para os produtos considerados gourmetizados e que possuem os preços mais elevados, a promessa é de que os valores cheguem sem reajuste. É o caso dos ovos de colher da Cacau Show e do ovo KitKat, da Nestlé, que vem com uma caixa de som bluetooth.

Para os demais produtos, o consumidor deve encontrar reajustes que acompanham a inflação, de 6,29% em 2016. A Top Cau promete aplicar apenas 2% de aumento. As empresas afirmam ter realizados ajustes nas produções para poder segurar os preços. “Nós otimizamos o máximo possível nossas caixas de expedição, embalagem e produção para conseguir trazer reajuste apenas na inflação, mesmo tendo enfrentado aumento da matéria-prima e alguns impostos”, disse o gerente de marketing da Nestlé, André Laporta.

As novidades neste ano para a data foram apresentadas na semana passada no Salão de Páscoa realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) em São Paulo. “Estamos otimistas e acreditamos que vamos fechar bem o ano. É claro que falta muito para recuperar, porque foram três anos de queda”, avaliou o presidente da associação, Ubiracy Fonseca.

A previsão é que os ovos cheguem em peso aos supermercados a partir de março.