Paraná tem alta no comércio pelo quinto mês seguido

Redação

comércio paraná

O comércio no Paraná cresceu 1,2% em setembro, conforme a PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) divulgada nesta quarta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatística). É o melhor índice entre os estados do Sul.

O avanço, comparado ao mesmo mês do ano passado, é de 7,7%. Segundo os dados do IBGE, as vendas evoluíram em 14 das 27 unidades da Federação em setembro, apontando um cenário mais otimista da recuperação da economia em meio à pandemia de covid-19.

As vendas foram puxadas por móveis (43,2%), eletrodomésticos (21,4%), materiais de construção (21%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (13,7%) e veículos, motocicletas, partes e peças (10,7%).

“O comércio paranaense cresce desde maio deste ano, se recuperando das perdas do começo da pandemia. É um movimento que acompanha a evolução na indústria, as contratações com carteira assinada e os investimentos do setor privado”, afirma o governador Ratinho Junior.

Segundo ele, ainda há expectativa de um cenário positivo com as vendas de fim de ano. “O comércio fechou em alta em 2019, há expectativa de repetir o bom desempenho mesmo num ano atípico”, completou.

Os impactos positivos foram nas vendas de materiais de construção e veículos. Os dois setores foram diretamente abalados pela pandemia provocada pela coronavírus porque constituem investimentos mais vultosos por parte da população. Em relação ao primeiro é o quarto mês consecutivo de alta, na comparação aos meses de 2019. No setor automotivo é apenas o quarto mês do ano com resultado positivo.

Além das altas nas vendas, o comércio também foi o segundo setor que mais contratou no Paraná em setembro. Foram 5.398 novas carteiras assinadas, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregado), do Ministério da Economia.

PARANÁ TEVE ALTA NO COMÉRCIO EM SETE DE NOVE MESES

Venda de móveis alavancou bons resultados de setembro. (Ari Dias/AEN)

Com a alta em setembro, o Paraná registrou avanço pelo quinto mês consecutivo e o sétimo mês em alta.

  • 2,8% em janeiro;
  • 0,7% em fevereiro;
  • 27,2% em maio;
  • 2,9% em junho;
  • 0,6% em julho;
  • 2,8% em agosto;
  • 1,2% em setembro.

Contudo, o comércio do Paraná ainda registra perda em relação aos nove primeiros meses do ano passado no balanço acumulado, com índice de -1,6%. O Paraná é um dos 17 estados com registro negativo, o que impacta diretamente a média nacional, que está em -3,6%.

Na variação acumulada dos últimos 12 meses, o cenário do Paraná é um pouco melhor, com perda de -0,2%.

No acumulado do ano, os principais aumentos foram registrados em móveis (14,3%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,9%), hipermercados e supermercados (6,4%), eletrodomésticos (5,1%) e materiais de construção (1,3%), acompanhando tendência de consumo no setor de alimentos e de aquisições domésticas.

As perdas em relação a 2019 estão diretamente atreladas aos hábitos de consumo. Elas impactaram mais os setores de tecidos, vestuário e calçados (-24,8%), livros, jornais, revistas e papelaria (-31,9%) e veículos, motocicletas, partes e peças (-7,4%).

ICEC VOLTA A PATAMAR POSITIVO

O Icec (Índice de Confiança do Empresário do Comércio) voltou ao patamar positivo após a queda por causa da pandemia, segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR). Ele chegou a 104,6 pontos em outubro, superando os 100 pontos após cinco meses.

Na comparação com setembro, o Icec cresceu 12,9%. Todos os subindicadores da pesquisa apontaram alta mensal. A maior ampliação foi em Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), com elevação de 33,7%. Houve aumento de 7,9% na Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) e de 9,2% em relação a Investimentos do Empresário do Comércio (IIEC).

Segundo a CNC, o endividamento dos paranaenses chegou ao menor índice desde o início da pandemia. Cerca de 89% das famílias do Estado possuíam algum tipo de dívida, no menor patamar desde abril. Esse número é inferior ao endividamento registrado em outubro do ano passado, que correspondia a 90,7%.

Com informações da AEN.

Previous ArticleNext Article